Eu, cientista
Crio mil e um pretextos para escrever matematismos. Procuro teorias e teses políticas, estudo-as, nego-as. Torno-me um ser ruminante do conhecimento, enquanto o mostro com toda a pompa. Sou cientista quando vejo que não há saida quando não o sou, pois crio sempre patamares altos ao ponto de me superar. E quando me supero sinto-me o ser mais alto de todo o planeta, forte e capaz de desafiar as gravidades da existência. Dá-se início à época de cedência às princesices. Deixo de me achar mesquinha, bem como aos sentidos. Deixo-me ir pelas surpresas, e acredito que são a verdade mais cristalina. Pois se me supero cá dentro, conseguirei superar-me à vista do outro, e sentir sem medo.
Eu, princesa
É tão bom saltar ao som da música que mais gosto e que melhor me faz sentir. Melhor ainda quando choro sem razão, culpando a parte fria de mim. E danço valsas em pensamentos fugazes que me trazem recordações de amores antigos, que torturam os actuais. Iludo-me como um palhaço velho que ainda pensa causar gargalhadas. Até que de noite tremo de medo do mundo, e escrevo sem raiva. Nessa minha loucura nunca peço um mundo melhor, apenas um melhoramento de mim. Por acabo sempre por pensar que sinto, e que tenho sucesso no que faço. Mas não. Caio em devaneios sem fundamento e em sinestesias a que os meus sentidos acabam por corresponder. E aí passo a negar-me:
- Sentimentalóide, sentimentalona.
Eu, ciumenta
Imagino-te e vomito todas as palavras ~onas, ~óides. Pego na faca mais afiada e fina que vejo; degladio-me com as tuas entranhas até que o sangue me dê prazer. É inveja. É dor de não poder estar à tua altura. É ciume doentio a tal ponto que salivo de raiva quando te leio. E tu és daqueles tipinho de gentinha pelo qual eu dava a minha carne: como eu, como nós, podre. Mal de mim ver-te como alguém adversário, mas não me abstraio da tua ruindade deliciosa. Derretes o meu coraçãozinho com um olhar teu, mesmo que falso e nojento. É triste. É vão, sentir ciúmes dos próprios sentidos, de mim mesma. Mas sinto.
Crio mil e um pretextos para escrever matematismos. Procuro teorias e teses políticas, estudo-as, nego-as. Torno-me um ser ruminante do conhecimento, enquanto o mostro com toda a pompa. Sou cientista quando vejo que não há saida quando não o sou, pois crio sempre patamares altos ao ponto de me superar. E quando me supero sinto-me o ser mais alto de todo o planeta, forte e capaz de desafiar as gravidades da existência. Dá-se início à época de cedência às princesices. Deixo de me achar mesquinha, bem como aos sentidos. Deixo-me ir pelas surpresas, e acredito que são a verdade mais cristalina. Pois se me supero cá dentro, conseguirei superar-me à vista do outro, e sentir sem medo.
Eu, princesa
É tão bom saltar ao som da música que mais gosto e que melhor me faz sentir. Melhor ainda quando choro sem razão, culpando a parte fria de mim. E danço valsas em pensamentos fugazes que me trazem recordações de amores antigos, que torturam os actuais. Iludo-me como um palhaço velho que ainda pensa causar gargalhadas. Até que de noite tremo de medo do mundo, e escrevo sem raiva. Nessa minha loucura nunca peço um mundo melhor, apenas um melhoramento de mim. Por acabo sempre por pensar que sinto, e que tenho sucesso no que faço. Mas não. Caio em devaneios sem fundamento e em sinestesias a que os meus sentidos acabam por corresponder. E aí passo a negar-me:
- Sentimentalóide, sentimentalona.
Eu, ciumenta
Imagino-te e vomito todas as palavras ~onas, ~óides. Pego na faca mais afiada e fina que vejo; degladio-me com as tuas entranhas até que o sangue me dê prazer. É inveja. É dor de não poder estar à tua altura. É ciume doentio a tal ponto que salivo de raiva quando te leio. E tu és daqueles tipinho de gentinha pelo qual eu dava a minha carne: como eu, como nós, podre. Mal de mim ver-te como alguém adversário, mas não me abstraio da tua ruindade deliciosa. Derretes o meu coraçãozinho com um olhar teu, mesmo que falso e nojento. É triste. É vão, sentir ciúmes dos próprios sentidos, de mim mesma. Mas sinto.
5 comentários:
O ser desfragmentado. Espero por mais. Sempre. *
Acho os teus textos invariavelmente complexos e carecedores de várias leituras para que consiga destrinçar as várias ideias que neles expões. E isso é bom.
Eu ninguém, diria a Manuela. *
é bom conseguer atribuir fundamento, aos fragmentos de nós.
e essas tuas palavras tocam-me de uma maneira muito familiar..
gostei especialmente deste texto, ou textos, e anseio ainda mais por outros.
um beijo *
Agora por princesa: se já perguntaste à devida pessoa do quê que era o membro da nobreza, diz-me, por favor...
Ass.: Principe da Direita
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