Chegar a casa de madrugada, e sentir que fizemos alguém rir.
Escrever no escuro, mesmo que sejam traços sem sentido.
Manter o pensamento acordado, mesmo que os olhos não o peçam.
Encontrar truques para a má memória do mundo, mesmo sabendo que há coisas que se esquecem.
Alimentar uma escrita feroz para próprio gozo, sabendo que ninguém a vai ler.
Ver uma cidade dormente, e pensar apenas numa pessoa.
Sentir a alma cheia, quando à tua volta apenas existe o vazio de cores que nunca tu construiste.
Deixar a velocidade nos trespassar o corpo, contrariando o tempo que nos apodrece.
Esboçar um sorriso por estarmos vivos, enquanto todos à nossa volta são abatidos um por um.
Jogar mal por falta de jeito, e rir por derrota da forma mais verdadeira.
Notar que alguém nos nota, mesmo que seja por uma segundo efémero.
Sentir que do outro lado do rio está alguém que nos cuida, mesmo que a saudade aperte.
Ingerir alimentos pouco saudáveis a meio da noite, só pelo gozo da companhia.
Lançar sorrisos irónicos falsos, esconder uns verdadeiros.
Jogar um pouco na mente durante o dia, esquecer tudo na noite.
Enfrentar a noite num rasco de vontade, mesmo com medo de tonturas.
Ter a roupa cravada de cheiro dos bares, sabendo que os nossos pulmões não se lavam na máquina.
Lançar uma palavra de aconchego a uma mente ainda irracional.
Rir ao acaso.
Escrever no escuro, mesmo que sejam traços sem sentido.
Manter o pensamento acordado, mesmo que os olhos não o peçam.
Encontrar truques para a má memória do mundo, mesmo sabendo que há coisas que se esquecem.
Alimentar uma escrita feroz para próprio gozo, sabendo que ninguém a vai ler.
Ver uma cidade dormente, e pensar apenas numa pessoa.
Sentir a alma cheia, quando à tua volta apenas existe o vazio de cores que nunca tu construiste.
Deixar a velocidade nos trespassar o corpo, contrariando o tempo que nos apodrece.
Esboçar um sorriso por estarmos vivos, enquanto todos à nossa volta são abatidos um por um.
Jogar mal por falta de jeito, e rir por derrota da forma mais verdadeira.
Notar que alguém nos nota, mesmo que seja por uma segundo efémero.
Sentir que do outro lado do rio está alguém que nos cuida, mesmo que a saudade aperte.
Ingerir alimentos pouco saudáveis a meio da noite, só pelo gozo da companhia.
Lançar sorrisos irónicos falsos, esconder uns verdadeiros.
Jogar um pouco na mente durante o dia, esquecer tudo na noite.
Enfrentar a noite num rasco de vontade, mesmo com medo de tonturas.
Ter a roupa cravada de cheiro dos bares, sabendo que os nossos pulmões não se lavam na máquina.
Lançar uma palavra de aconchego a uma mente ainda irracional.
Rir ao acaso.
3 comentários:
Gosto dessa eternidade, gosto das ideias, gosto de acreditar, gosto do que senti ao ler-te. Leve; será a palavra?
*
Regeitar a inercia à nossa volta... não é?. Foi a primeira vez q estive aqui no teu blog... vou ver se volto um dia destes...
gostei. parabéns.
[fdv publica www.paredesobliquas.blogspot.com]
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