Inverno

A saudade do gelo lembra-te. Assim como as queimaduras que o sol me deixou por vingança da minha ausência.
Os segredos que ainda me dizes são inconfidências relembradas, per guisa da tua brisa gelante de mentirosa que me desassosega o pescoço, mas que me recorda do teu glorioso regresso.
Todos te julgam entediante, mas eu conheço a tua essência: destruír o reino de fogo. Para depois, quando todos já estiverem habituados à tua coercividade, te ires, deixando a saudade dos pensamentos alvos.
Mas eu sei que por mais que tentes fugir, voltarás. E contigo, voltarão muitos outros, quer sejam eles heróis ou desgraçados.

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