Escrevo-vos com a maior raiva que possa existir.
Se a tristeza de olhar os outros a brincar por uma janela ainda me atormentasse, tinhas morrido. Sim, porque a minha sede de acabar com o que foi criado tinha estagnado, até tu reacenderes a chama do crime.
Andei anos à procura da pessoa perfeita para matar, mas todos me pareciam presas fáceis de mais. Hoje encontrei-a. Tu, porque apesar de perto, sempre estiveste longe; e apesar da ajuda, sempre trepaste por quem podias. Tu e os teus, que ainda hoje me perturbam com a sua pobre grandeza, são a medíocres de mais para me sujar.
Não sei se escreverei por muito mais tempo, apesar de cada vez mais desejar fazê-lo. A tortura do oportunismo deixou de resultar, falhaste.
Choro, pois mudaste o meu futuro. E por mais chicoteada que seja, tu serás sempre mais, pois já era altura de entenderes que o dinheiro não é grandeza.
Posso não ser recheada de ouros, mas não estou consumida pelo mesmo.
Fecha a porta, mas nunca a voltes a abrir. Nem que morras.
2 comentários:
Olá.
Gosto de ler. E ando a ler o teu blog.
Não é por nada, mas identifico-me muito este texto. Pois é... Identifico-me.
Ainda à bem pouco tempo, fechei uma porta. Na confusão de espirito e de razão, não consegui discernir o que era certo ou errado. Muitos pensamentos me surgiram, breves fachos de razão, enormes labaredas de confusão. No meio disto, ainda hoje não sei, se fechei a porta se ma fecharam a mim.
Gostei, gostei muito do que li...
Beijos,
Sei-la-se-e
Escreves bem... escreveste com raiva! Uma raiva que reconheci em mim... é tão normal que todos que se cruzam no nosso caminho possam alterar o nosso destino... mas será que há alguem que tenha o direito de o alterar tão profundamente?
Um beijinho
Mágnólia (do blog www.whiteflag.weblog.com.pt)
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