Faz daqui a dois minutos mais dois minutos que cá estou sem ver a luz do sol. Já me injectei de esperança uma, duas, talvez três vezes desde que estou neste cubículo pérfido. A anestesia já não faz efeito, já não me mata, apenas mói, corrói, dói. Apenas me faz ficar aqui encostada a esta parede a olhar para aquele mosquitinho irritante a afogar-se no leite do gato. Raiva de o ver a agonizar, raiva de saber que o posso salvar e não faço porque tenho o corpo preso com linhas de coser, cozer; palavreados e composições. Merda textual que me mordisca os pensamentos.
Tic Tac sem parar.
Perda, prisão, afição, ferrugem.
Tic Tac sem parar.
Perda, prisão, afição, ferrugem.
C O R R O S ã o do eu.
Sem comentários:
Enviar um comentário