E quando na manhã seguinte alguém observa a ausência de partículas de pó no teu parapeito, ele sabe que tu caíste naquele pequeno vazio de olhos bem abertos apenas para imaginares naqueles centésimos de segundo (se forem 100 são 1 segundo inteiro) o teu corpo quente a estender-se pela a pedra fria (lamento, mas esta antítese era absolutamente necessária para dar um toque très chic à coisa) e poderes aparar a tua queda com as mãos, sentido o carpo esmagar o metacarpo e o metacarpo esmigalhar cada uma das tuas falanges. E ele sabe que tu te atiras todas as noites. Ele não te vê como incapaz, ele não te vê como covarde (ou cobarde), ele apenas te despreza como medíocre que és por não cavares um buraco no chão com a força da tua queda. Apenas o teu corpo mole e inchado que se estende líquido pelo fundo, lavado todas as noites no centésimo seguinte ao baque surdo... continua tu
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E quando na manhã seguinte alguém observa a ausência de partículas de pó no teu parapeito, ele sabe que tu caíste naquele pequeno vazio de olhos bem abertos apenas para imaginares naqueles centésimos de segundo (se forem 100 são 1 segundo inteiro) o teu corpo quente a estender-se pela a pedra fria (lamento, mas esta antítese era absolutamente necessária para dar um toque très chic à coisa) e poderes aparar a tua queda com as mãos, sentido o carpo esmagar o metacarpo e o metacarpo esmigalhar cada uma das tuas falanges. E ele sabe que tu te atiras todas as noites. Ele não te vê como incapaz, ele não te vê como covarde (ou cobarde), ele apenas te despreza como medíocre que és por não cavares um buraco no chão com a força da tua queda. Apenas o teu corpo mole e inchado que se estende líquido pelo fundo, lavado todas as noites no centésimo seguinte ao baque surdo... continua tu
A água... a água...
A bendita e sagrada Água!!!
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