O alcatrão que está entranhado e que corre por nós.
A sensação doce da vida que avassala teclados negros de virtude.
A insonoridade da amoralidadade do meu crime.
A dor, o sorriso, a força.
Tua, não minha.
Caio aos teus pés, ouço a nossa cumplicidade curiosa.
O medo, a velocidade cortante a que os teus dedos percorrem as sinestesias falsas...
Vamos correr, cantar, viajar pelo mundo real de um feriado marcado.
Não me deixes, abraça apenas o momento do desmomento, assim como a causalidade da coisa.
Sê-me sem pensar em quem te foi, para que possa anular quem nunca me conseguiu ser.
As pastilhas nos sapatos de adolescentes que continuam a marcar o chão de ensino...
O cheiro da minha cor, a cor do teu cheiro, o ardor do nosso ser.
Aprecia a luz, o meu silêncio ausente, a minha mão caída por azares.
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