Deep water

Ouço a tua realidade muda, submersa por milhões de sonhos que nem sequer meus são. Fecho os olhos e não durmo, abro-os, e não vejo. Os meus pés não sentem o chão que sempre ambicionaram. É ridículo ver-me a palpar o inexistente, um líquido transparente que nem a dor ressalva. E os meus olhos cansados continuam a nadar pelos pensamentos perdidos num espaço claro, mas falso. O bater do meu coração oscila conforme os ataques de pânico que tenho, assim como os meus pensamentos flutuantes que num corpo nú e pesado se rendem a cada litro que me acompanha. A paciência desapareceu, resta um amontoado de natureza que por ali se entretém. Apenas os meus olhos abertos debaixo de água tentam ver mais além de uma cegueira comum, que me atormenta a cada dia. Vivo submersa, longe dos problemas da realidade...

1 comentário:

Anónimo disse...

E megulhada nesse mar de poesia e digo-lhe: Adorei oseu blogger!

Tine.
Titinemartins@hotmail.com