O que se sente e o que se deixa sentir

Sinto a controvérsia
De uma desordem interior
Que outrora me assolava
Mas presentemente não.

Canto a malevolência de uma sinestesia algoz
Porém bajulada
Quem num dia me vituperou
Mas presentemente não.

Que será exacto?
Apelidar de engrandecimento,
Ou apenas de consentimento
De um sentir
adaptado a intelectualizações forçadas?

Foi a plenitude do rio que amotinava
E que antitéticamente se dividia
Mas presentemente não.

Hoje o meu rio cessou
A minha dádiva foi desvanecida por tal ser inerente
E ao contraditar o correcto,
orgulho a falta de margens.
Pois bebo de onde ninguém sente
Sustentando a lucidez, clareza e cristalização de uma falta de Fado.
Que já não me atormenta presentemente.

Ingiro dessa torrente
Que apesar de escassa e duvidosa
Consegui torna-la para mim imprescindível
E para os outros preciosa.

1 comentário:

Anónimo disse...

ás vezes é complicado deixar-se sentir, embora se queira muito! gostei do blog ;)

pink_star http://www.purospensamentos.motime.com/