Weißt du was du mir bedeutest? Auf einem Platz in meinem Herz Steht dein Name an der Wand Und ich will dass du es erfährst Ich werde immer an dich glauben Egal was auch passiert Manche singen von Liebe Ich sang die ganze Zeit von dir.
Hab dich ganz doll lieb, mein Schatz. Es tut weh, dir nicht dabei zu haben.
Regras do desafio: 1 - Ponham o vosso player em modo aleatório 2 - Carreguem em "seguinte" para cada pergunta. 3- Usem o título da música como resposta a cada pergunta, mesmo que não faça sentido. 4 - Nada de batota, ouviram 5 - Com as respostas, fazer os próprios comentários em relação às perguntas e às respostas. 6 - Publicar os resultados e convidar outras pessoas a responderem ao mesmo desafio.
Ok, vamos a isso...
1. Como te sentes hoje? No more, my lord -Wraygunn
Estou farta que "mandem" em mim? Se calhar até coincide.
2. Vais ser alguém na vida? One 2 Ka 4 - Khamoshiyan Gungunane Lagi
Uma faixa de uma compilação de música dos filmes de Bollywood. Isto não está a fazer o menor sentido até agora.
3. Como te vêm os teus amigos? A Felicidade -Breno Sauer Quinteto
Ah, agora sim!! Esta música é uma das minha preferidas! Tristeza não tem fim.. felicidade sim.
Isto quer dizer que vou encontrar o homem da minha vida numa festa com um DJset dos Soulwax? Who knows... não era mau de todo.
5. Qual é a música do teu melhor amigo? Everybody Loves To Cha Cha Cha -Sam Cooke
LOL. Duvido que isto seja a musica preferida de algum dos meus melhores amigos. Mas pelo sim pelo não, vou perguntar ao Jota-P
6. Qual é a história da tua vida? Samba De Uma Nota So(One Note Samba) -Coleman Hawkins
Hm.
7. Como é que foi a escola secundária? Silver bullets -Wray Gunn
Ahah, ainda que tenha sido uma gira coincidência, não foi a realidade.
8. Como é que podes ir adiante na vida? Solsbury Hill -Peter Gabriel
Peter Gabriel? Ok, vamos ver o que ele diz: When illusion spin her net I'm never where I want to be And liberty she pirouette When I think that I am free
Hm.
9. Qual é a melhor coisa nos teus amigos? TV On the Radio - Hours (feat Kazu Makino)
10. O que é que está "in" esta semana? The Night -The Moody Blues
LOL! 'Cause I love you ohhhhhhhhhhhhhh I love youuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Muito em voga nos anos 90!
11. Como é a tua vida? Nocturne For Violin And Piano -Chopin
Ora aí está uma música bonita mas triste. A minha vida foi assim? Acho que não.
12. Que música vai tocar no teu funeral? Agnus Dei -Rufus Wainwright
Gosto muito do Rufus, mas esta não é uma das preferidas.
13. Como é que o mundo te vê? Gib mir Sonne -Rosenstolz
Primeiro, que falo alemão e que ouço música alemã? Depois, que preciso de estar apaixonada para me sentir bem? Se calhar...
14. Vais ter uma vida feliz? Poor Little Rich Boy -Regina Spektor
You're reading Fitzgerald, you're reading Hemingway. They're both super smart and drinking in the cafes
Oh bolas.
15. O que é que os teus amigos REALMENTE pensam sobre ti? Pin -Yeah Yeah Yeahs
16. As pessoas têm inveja de ti? Madi Don't Leave -PlayRadioPlay!
"Madi dear can't we just disappear And take our chances On a teenagers' romances?"
Eu penso que não, mas se calhar sentem-se incomodadas por ser franca e gostar de arriscar.
17. Como te podes fazer feliz? Menina Bonita Não Chora -Jorge Ben
Esta canção é muito bonita.
"vem, menina vem, deixe de chorar pois menina bonita não chora e eu estou aqui para lhe consolar o meu amor é forte você pode nele confiar se você é triste feliz você será "
Awww. Sim, por acaso agora até calhou bem.
18. Com que música farias um striptease? Can't Buy Me Love -Beatles
Ahaha! Ia ser giro.
19. Se um homem numa carrinha te oferecesse um doce, o que farias? Sleeping in the Beetle Bug -Of Montreal
Hun?
20. O que é que a tua mãe pensa de ti? Cold Light -Yeah Yeah Yeahs
Cold Light Hot night be my heater be my lover and we could do it to each other cold light hot night be my heater be my lover and we could do it to each other go go go
Bem, a minha mãe pensa que sou um bocado leviana, é isso?
21. Qual é o teu segredo mais escuro e profundo? Requiem for O.M.M.2 -Of Montreal
I never ever stop wondering Wondering if you still think of us I don’t need a photograph cause you’ve never left my you’ve never left my mind
Por acaso não tenho nenhuma pessoa em quem pense há anos, dessa forma.
22. Qual é a música do teu inimigo mortal? Amigos De Quem -Clã
Lá voltaste a puxar para ti o lençol Como que a privar meus sonhos do último raio de sol
A partir de hoje não me dou mais com quem goste de clã. Ou quem roube as cobertas da cama.
23. Como é a tua personalidade? More Than a Woman -Bee Gees
Ahaha! Here in your arms I found my paradise My only chance for happiness And if I lose you now I think I would die.
24. Que música vai tocar no dia do teu casamento? Feel The Love -Cut Copy
Hey you - hey you - hey you
Não estou a ver casar-me ao som dos cut-copy, até porque eles não são assim tãaaaaao especiais para mim.
A menos que conhecesse um dos membros da banda num festa com um Djset de Soulwax, e casasse com ele!
No fundo este jogo fez-me saber tudo sobre o meu futuro.
Existem 3 caminhos ou mais. Uns mais promissores que outros, mas todos com o mesmo grau de incerteza. Sinto-me baralhada e sem saber lidar com tantos estímulos.
desta minha pequena casinha que tem ocupado algum espaço na rede. Adicionei-lhe também um toque de bossa nova, para lhe dar um ar mais acolhedor. Espero começar a dedica um pouco mais do meu tempo ao meu blog, já que agora tenho também mais tempo para parar e pensar.
De tudo o que sinto pouco consigo escrever. És a pessoa que de mim mais cuidou e que melhor me foi ensinando a viver o amor. Mas ela chegou. E com a morte não se consegue negociar, ainda que fosses a pessoa maravilhosa que sempre conheci. Contigo ri, chorei, amei e cresci. Adeus Rui.
Já ando nisto há um mês e devo dizer que... é preciso de peciência. Há pessoas para as quais está sempre tudo mal, com as quais eu já nem me chateio. Agora estou com dois grupos... 100 séniores com queixas a fazer.. AHHHHHHHH. Especialmente nos passeios é tortura, porque tenho de andar a saltar de bus em bus.
Gostaria de chamar a atenção para o link que se encontra ali do lado direito. É nele que vou escrever os posts dos próximos quatro meses, em conjunto com os restantes 21(?) participantes do programa Leonardo da Vinci no âmbito do projecto SCAN. Para mais fácil navegação, basta seleccionarem o país de destino, que se econtra na barra lateral desse mesmo blog. Neste caso será Alemanha- aqui está o link directo.
Beijos a todos os que por aqui costumam passar e...
Na morada daquele amor resta agora não mais que dois lugares vazios cheios de nada. E no lugar do sorriso dela e da seriedade dele, há agora não mais que poças de água causadas pelas das lágrimas do céu.
Quando me perguntam se somos apenas amigos, temo que a resposta se esteja a tornar sim.
Tenho alguma saudade daqueles dias em que, com bom ou mau ânimo, me sentava em frente ao teclado e escrevia sobre o que sobrava dos dias que iam passando. Mas nesta folha branca que é a minha ansiedade sobre tudo, apenas vai restando a vontade de voltar a ter vontade de o fazer. Quizás, quizás, quizás
Não estou com grande disposição p’ra outra enorme discussão tu dizes que agora é de vez fico a pensar nos porquês nós ambos temos opiniões fraquezas nos corações as lágrimas cheias de sal não lavam o nosso mal e eu só quero ver-te rir feliz dar cambalhotas no lençol mas torces o nariz e lá se vai o sol
dizes vermelho, respondo azul se vou para norte, vais para sul mas tenho de te convencer que, às vezes, também posso ter razão! também mereço ter razão vai por mim sou capaz de te mostrar a luz e depois regressamos os dois à escuridão
Se eu telefono, estás a falar ou pensas que é p’ra resmungar mas quando queres saber de mim transformas-te em querubim quero ir para a cama e tu queres sair se quero beijos, queres dormir se te apetece conversar estou numa de meditar
e tu só queres ver-me rir feliz dar cambalhotas no lençol mas torço o meu nariz e lá se vai o sol
dizes que sou chato e rezingão se digo sim, tu dizes não como é que te vou convencer que, às vezes, também podes…
ter razão! também mereces ter razão vai por mim és capaz de me mostrar a luz e depois regressamos os dois à escuridão
Atenção! os dois podemos ter razão vai por mim há momentos em que se faz luz e depois regressamos os dois à escuridão
Nesta azáfama dos dias de Lisboa há em mim sempre esta tristeza este querer ter que nunca chega a ser.
Toda a inocência dos 16 anos foi já com a brisa de verão e neste ser que sou já pouco lugar há para a esperança.
De chegar a casa e ter um bilhete com a tua letra, a dizer que ainda somos duas crianças com o mundo nas mãos. Mas já não te lembras dessas palavras que escreveste, nem da roda da minha saia.
Já escrevi melhor, já me senti pior. Já pouco pretexto tenho para soltar as pesadas lágrimas de adolescente que ainda me restam. A rainha do drama nunca teve lugar no que sou, a serenidade também não. Às vezes detesto pegar em coisas que normalmente gosto, às vezes pego em coisas que detesto. Gosto de ouvir a minha musiquinha, também gosto que gostes de a ouvir. Gosto de dizer que não, quando penso que sim. Não reparo que às vezes magoo as pessoas, não reparo que sou transparente de mais. Gosto que me sorrias com cumplicidade, ainda me me sinta vulnerável. Há dias em que gosto de vermelho, outros que sou cinzentona.
Não tenho nos lábios uma história de amor avassalador para contar. Não tenho sequer sequências de paixão bonitas de ouvir. Não sei dizer tristezas, não sei ensinar lemas de vida. Não sou brilhante, não sou o cúmulo da coerência. Não sei ser a melhor pessoa do mundo, nem a pior.
Nesta música que ouço, neste pedaço de vida que estou vivendo Nos sorrisos que me dão nas palavras transmitidas ao longo dos álbuns que ouço repetidamente.
Danço e respiro Toco e sinto tudo -te.
- Olá - Olá. [é o que basta, para se chegar à troca do que é meu pelo que é teu]
- Tenho um combóio para apanhar, que ainda não sei qual é, e só saberei quando o vir. - (...) - Adeus?
Era já tarde e passavam as horas à espera que a espera terminasse. E sono, que aqui e ali aparecia, era não mais que uma forma rápida e passar o tempo. E ali, na confortabilidade do sofá de Berlim, temi o que me esperava - o Futuro.
Este é o 'desafio da página 161' , que me foi proposto pelo Jota-p.
Regras:
1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
6. Passar o desafio a cinco pessoas.
Uma súbita contracção muscular constringiu a garganta de Tertuliano Máximo Afonso, a resposta demorou, deu tempo a que a mulher repetisse, impaciente, Estou, quem fala, por fim o professor de História conseguiu pronunciar quatro palavras, Boas Tardes, minha senhora, mas a mulher, em lugar de responder no tom reservado de quem se dirige a um desconhecido de quem ainda por cima não pode ser a ara, disse com um sorriso que transparecia em cada palavra, Se é para disfarçar, não te canses, Desculpe, balbuciou Tertuliano Máximo Afonso, eu vinha só pedir uma informação, que informação pode querer uma pessoa que conhece tudo da casa para onde ligou, O que eu desejava saber é se é aí que mora o actor Daniel Santa-Clara, Meu Caro senhor, eu me encarregarei de comunicar ao actor Daniel Santa-Clara, quando ele chegar, que António Claro telefonou a perguntar se os dois moravam aqui, Não compreendo, começou Tertuliano Máximo Afonso para ganhar tempo, mas a mulher adiantou-se abruptamente, Não te reconheço, não é teu costume teres brincadeiras destas, diz de uma vez o que queres, a filmagem atrasou-se é isso.
Tic Tac, dizem os ponteiros do relógio grande e velho da sala de entrada. São poucas as horas que me restam para tentar memorizar aquilo que era suposto ser aprendido. No entanto, não há tempo para ter tempo, e no meio do cruzamento caótico que são as mentes universitárias, perdem-se as horas na tentativa de saber, nem que seja só para aquele dia.
O artigo 38º do Estatuto do TIJ aceita como fonte formal de Direito Internacional o Costume, tendo este de preencher o requisito da constância( questionável: quanto tempo é preciso para um costume o ser?) e da dispersão geográfica, e sendo estes últimos confirmados pela prática efectiva recorrente e pela opinio juris... (...) O protocolo 11 denota um avanço significativo na protecção da pessoa humana, desprendida da sua relação com o Estado. O mesmo passa a permitir uma queixa directa ao Tribunal Europeu, sem que esta seja filtrada pela Comissão Eurpeia... (...) Dos vícios da constituição dos Tratados, a coacção é aquela que tem como consequência a nulidade imediata e absoluta. O dolo, o erro e a corrupção têm como consequência a nulidade relativa....
Gostava de gostar de gostar. Um momento... Dá-me de ali um cigarro, Do maço em cima da mesa de cabeceira. Continua... Dizias Que no desenvolvimento da metafisica De Kant a Hegel Alguma coisa se perdeu. Concordo em absoluto. Estive realmente a ouvir. Nondum amabam et amare amabam (Santo Agostinho). Que coisa curiosa estas associações de idéias! Estou fatigado de estar pensando em sentir outra coisa. Obrigado. Deixa-me acender. Continua. Hegel... Nas tardes de sol, quando ainda teimava em manifestar-se a criança em vez do adulto, os sorrisos eram menores. É na descoberta da complexidade e da diferença que nasce a consciência; e com ela, a transparência do ter de sentir.
O dever chamava, os sentidos também. Por um lado, os pesados livros que carregava e que precisavam de ser lidos. Por outro, o sol, as ondas e a brisa do Tejo. Um copo de vinho, algumas fotografias, um passeio aparentemente inconsequente. Aconchego-me nos estranhos lençóis que não são meus e adormeço. Com o peso da incompetência e da irresponsabilidade. Com a leveza das gargalhadas e das tímidas confissões de início-de-tarde.
e se dançássemos sobre os caminhos que normalmente nos vêem a caminhar?
Na cidade do meu pensamento todas as ruas vão ter à praça da ausência. E as calçadas, feitas de letras sentadas umas ao colo das outras, mostram ideias confusas. Nas casas, as pessoas estão já mortas e sossegam sobre si mesmas, pelo que apenas se vislumbram cortinas esvoaçantes com já escassos sinais de vitalidade.
pudesse eu dizer Olá, roubar-te a presença e pô-la nos meus bolsos. sem que tivesse de me justificar perante qualquer excentricidade, conseguiria ter o que venho a querer desde a despedida. e vai doendo a doença enquanto não chegas, e vai morrer a doença assim que chegares: como o desastre que vou parecendo ser, assumo a minha incapacidade. e por ter a noção de o ir parecendo, vou deixando de o ser.
escrever vai sendo um exercício de cedência entre o que penso e o que assumo. que não me leiam, nestas palavras toscas que teimo despejar de forma pouco explícita, os reais significados. eu, tal como as crianças, não sei o que é compreender.
She hangs her head and cries on my shirt. She must be hurt very badly. Tell me what's making you sad, Li? Open your door - don't hide in the dark. You're lost in the dark - you can trust me. 'Cause you know that's how it must be.
É já Março. O Março dos mal-me-queres e dos passeios. Mas não há companhia além das mil folhas que vou carregando pelos quilómetros rotineiros que ainda vou fazendo. É o desânimo da cegueira, é a ânsia da chegada. E mais uma vez, não sei o que dizer, nem o que te dizer.
sustentava o coração nas mãos, mas ele teimava em cair. os olhos, que tapados por um par de lentes mal alinhadas, mal sentiam a realidade. e os seus cabelos, ainda que curtos, mostravam-se indignados na sua revolta.
Não sei o que se passa e sem o saber nunca sei o que dizer nunca sei o que te dizer.
Na escola não me ensinaram a lidar com esta constante inadequação entre o que sinto e o que vejo os outros sentirem e verem.
A minha gaveta das lembranças é um lugar onde os sorrisos e as palavras fui largar E no escuro sem eu saber elas teimam a mostrar que não sei o que dizer que não sei o que te dizer.
talvez. talvez a luz esteja aqui, no vazio. Onde ninguém me perturba as capacidades para além da minha própria incapacidade. onde não me castigam por não saber entreter as pessoas para além daquilo que sou e do que sei dar.
Não costumo escrever aqui coisas pessoais ou pelo menos não tão explícitas. No entanto, é com estas linhas que desejo sorte a todos aqueles que se vão embora.
pesam-me os olhos, os ouvidos e os braços, que carregam os compassos e as escalas em lá. pesa-me a fusa e a semifusa. pesa-me a teoria e o treino de ouvido. pesa-me a recorrente necessidade de afinação das cordas e a minha audição destreinada. pesa-me o meu passado não musical. pesa-me o arco e a estante de partituras.
pesam-me os olhos, os ouvidos e os braços, que carregam a responsabilidade de aprender a reproduzir coisas belas. pesa-me a música clássica e contemporânea. pesam-me as palavras e as respirações controladas. pesam-me as temáticas, os tons e o glissar. pesam-me os sons e a sua frequência.
Let's sing a song about a woman's rage sing a song about an empy stage a song, a song about how to sing a song, a song about everything!
Olhávamos as montanhas com cumes de açúcar, perdidas do tempo exterior. Eu, que carregava o cansaço nos membros, desejava perder alguns momentos de contemplação inesquecível para fechar os olhos e flutuar num sono breve.
A meu lado, ela olhava pela janela enquanto visualizava ou imaginava episódios da sua vida. Sorria levemente, e os seus olhos expressavam-se de acordo com o filme interior que ia vendo. Os seus dedos, que repousavam sobre seu colo, marcavam num gesto mudo o compasso de uma canção qualquer. Não conseguia dormir, ela. Nem o som anafórico do comboio lhe apagava os pensamentos, nem o cansaço lhe adormecia o corpo.
E eu, que a observava, tentava perceber o que veria ela dentro de si mesma para além da paisagem invernal que nos inundava.
somos demasiado pequenos para sermos realmente grandes.
Que se percam os sorrisos na habituação da convivência, até aceito. Que se ponha em causa a convivência devido à habituação, também.
Mas que seja provocada a destruição do historial de trocas interpessoais ininterruptas por uma tolice, não.
Thank you for this bitter knowledge Guardian angels who left me stranded It was worth it, feeling abandoned Makes one hardened but what has happened to love
Got me writing lyrics on postcards Then in the evenings looking at stars But the brightest of the planets is Mars What has happened to love
So I will opt for the big white limo Vanity fairgrounds and rebel angels Can't be trusted with feathers so hollow Heaven's invention, steel eyed vampires of love You see over me, I'll never know What you've shown to other eyes
Go or go ahead and surprise me Say you've lead the way to a mirage Go or go ahead and just try me
Nowhere's now here smelling of junipers Fell off the hay bales, I'm over the rainbows But oh Medusa kiss me and crucify This unholy notion of the mythic powers of love Look in her eyes, look in her eyes Forget about the ones that are crying Look in her eyes, look in her eyes Forget about the ones that are crying
não vejo não sinto não toco não sinto não ouço não sinto não escrevo não sinto não vivo não sinto não rio não sinto não nada.
- Tal como que para formar uma bolha de sabão é necessária a existência de uma substância que estimule as características das partículas, de forma a criar pontes de dilatação entre o hidrogénio e manter uma consistência suficiente que proporcione a ilusão de unidade; também para formar o social, é preciso jogar com o equipamento biológico do ser humano para fazer com o que o o outro apareça sempre como uma continuação de eu próprio, numa rede de interdependência com estratégias individuais sincronizadas com as estratégias da sociedade.
- que dizes tu?
- digo que amanhã quero sentir-me autista.
- que dizes tu?
- digo que amanhã quero escrever tudo o que pensei e ouvi.
- que dizes tu?
- digo que quero saber que consigo.
o impossível é bonito, mas impossível.
prefiro as palavras mais bonitas no contexto mais feio,
We want your information We will do what we must But not here or in front of people or on the phone
We're not all blood-sucking leeches For we all have families too But that don't mean that we really love them or that we don't 'Cos I can't love you And you can't love me But I can love you And you can lover me
Love me
It's not a confrontation (ALL ACROSS THE WORLD OPEN YOUR MOUTH) We are here because we are broke (GIVE US WHAT WE WANT, WE'VE HAD ENOUGH) But we don't expect a hand out of anything (SOUL! SOUL! SOUL! SOUL! SOUL!) 'Cos I can't help you And you can't help me Oh I can help you And you can help me I can help you You can help me I can help you You can help me
Help me
Help you (It's not an impossible situation) Help me (It's not an impossible situation) Help you (It's not an impossible situation) Help me (It's not an impossible situation)
I know there is doubt we can do this but I can help you
Por cada passo em frente, a distância para o maior tempo de espera diminui. E dou passos para trás, mas o tempo percebe que o quero adormecer, e estica-se dentro de si mesmo.
- Não te encontro.
Os meus reflexos não funcionam dentro do tempo dos teus, porque o meu tempo não é o tempo nem tem tempo.
- Não te encontro.
O meus segundos são os passos de distância de ti. E cada passo é uma eternidade.
éramos tudo do pouco que tinhamos. éramos o amor e o sorriso da realidade.
éramo-nos sem precedentes. éramo-nos com a despreocupação de crianças. e fechávamos as portas ao mundo, abrindo as nossas uns para os outros. e fingiamos que nunca nos tinham ensinado e corriamos de mãos dadas pel' as ruas que não eram caminhos mas destinos para a necessidade da presença.
éramos três a negar a memória pelo momentâneo somos três a negar a memória pelo momentâneo
porque somos crianças que fingem que nunca foram ensinadas e fecham as portas ao mundo, fazendo com que o sorriso da realidade seja a abertura das suas portas a outros iguais que se sujeitem à sincronização do som dos seus passos.
já não penso. apenas sinto que sinto: a falta. as palavras não chegam. esgotam-se, afundam-se languidamente nas réstias de ansiedade dos que passam. perdem o sentido de tanto as repetir, de as querer repetir. já não chega o azul e o castanho, já não chega sequer o vermelho: esbatem-se à medida que lhes tento tocar. já não chega fechar os olhos e fingir que vejo. sequer cerrar os punhos e crer que existe a força. esgotou-se o pensar pelo colapso do sentir.
as palavras rudemente melodiosas, os cheiros imundos que já não incomodam, a liberdade de movimentos, os olhares baixos por opção, a vibração da cor e, a sociedade não-alinhada,
«É verdade que aparentemente todos somos capazes de viver, porque a partir de certo momento nos refugiamos na mentira, na cegueira, no entusiasmo, no optimismo, numa convicção, no pessimismo, ou em qualquer oura coisa. Mas ele não tem em que se refugiar. É absolutamente incapaz de mentir, como de se embriagar. Não tem o mais pequeno refúgio, o mais pequeno abrigo. Por isso está exposto a tudo aquilo de que nós nos protegemos. É como um homem nu entre as pessoas vestidas.»
Max Brod
«Era um homem e um artista dotado de uma escrupulosa consciência que se mantinha vigilante, onde os outros, os surdos, já se sentiam em segurança.»
Milena Jesenka
«quando se transpõem as barreiras da intimidade, expomo-nos à critica, à piedade e à inveja (...); escancarámos as portas aos mal-entendidos. Já não dominamos as relações com os outros, deixamos de poder modelá-las, somos, pelo contrário, modelados por elas.»
deixei de viver pelo oxigénio. e enquanto o ambiente entusiasta nos gritava aos ouvidos entrelaçaste os dedos sem amanhã e eu fingi que nunca mais me iria lembrar de ti.
Esqueceu-se de pensar. descobriu a verdadeira beleza.
Gosto demasiado de escrever para ler o que escrevo. Escrevo porque leio mal, e se acabasse por caír no erro de me ler, leria mal o que havia escrito. E aí, escrever o que quer que fosse acabaria por perder aquele sentido de inutilidade e inconsequência que gosto de manter. E deixar de gostar do que escrevo seria um suicídio de cada letra minha. Aí, deitaria ao vento cada expressão que me ocupou cada caneta, bem como ao lixo cada caneta que acabaria por perder o lugar nos instrumentos para alcançar aquilo que gosto. e eu gosto de gostar. De pessoas, de palavras, de sons, de pedras. Mais de pessoas que de pedras, mas não mais de sons que de palavras. Porque as palavras dos mudos não podem ser lidas da mesma forma que as audíveis. Mesmo que pudessem soar na minha cabeça, continuariam mudas pois a minha surdez elimina-las-ia. Porque só consigo ouvir aquilo que quero ouvir, mesmo que na minha cabeça. Porque só ouço os sons que gosto, e por isso gosto de sons. Da mesma maneira que gosto de palavras. Porque só leio aquilo que gosto de ler. E por isso leio mal. E por isso escrevo.
pudesse eu pôr uma venda vermelha a todos os fracos de espírito como eu. cegasse para que pudesse ver a monstruosidade que é a cidade dos muitos.
Sons acres caem em cima dos que passam atarefados
por aqui
por ali
por eles
por ti.
Sem nunca compreenderem que à noite há Noite. onde todos são vagabundos. feridos, sedentos. miseráveis. que procuram em corpos alheios o cheiro doce do rio. e bebem. e riem. e fingem esquecer o que ao acordar não se esquecem de lembrar.
mas dentro das paredes, perdem-se conta às almas desistentes. àquelas que já nem o próprio cheiro procuram que ignoram as luzes e até a espessura da noite. esses.
(por serem mais vagabundos que os que vagabundeiam) já não riem nem bebem nem choram nem sentem. apenas dormem e mentem
acerca de uma falsa apoteose
da vida que levam. e na manhã seguinte correm aos tropeções
esmagados, uns contra os outros.
atropelam-se na pressa de deixar de ter pressa. e poder chorar. ou deixar de mentir. amanhece.
as paredes ganham a espessura da luz, e perdem a vergonha. agora, as janelas já não se escondem entre as cortinas nem se cobrem com os véus negros da Lisboa que agora acorda.
i O fechar dos olhos e o mundo das imagens torpes à distância de um esticar de mão. Esse reflexo do toque, que acaba por ser a mais ínfima demonstração da ânsia de manipular, é a base do pestanejar dia após dia. Mas à distância de um esticar de mão está o maior tempo do mundo. E morremos quando parece que já sentimos a sua leve textura na ponta da ponta da ponta da ponta dos dedos. E connosco, morre a esperança- já feita de pedaços de carne morta- da posse.
ii A felicidade e tristeza impossíveis, enquanto teatro de marionetas. A felicidade e tristeza impossíveis, enquanto espera de um teatro de marionetas. A felicidade e tristeza impossíveis, enquanto prece. A felicidade e tristeza impossíveis, enquanto prensa. A felicidade e tristeza impossíveis, enquanto pandemia.
tenho a tristeza sentada ao meu lado. não daquela que chama a atenção dos outros. não daquela egoísta. mas daquela que nos tiram o chão, os braços e as pernas. as pernas, o chão e a boca. as palavras, a língua e os braços. uma perna e outra perna. a língua cortada com uma tesoura pequena, aos poucos e às postas. a boca agrafada ao nariz e ao peito. os lábios repuxados com laivos de sangue seco. as palavras impossíveis sem os braços sem mãos e sem cotovelos. sem uma caneta na ponta dos dedos. as pernas traçadas uma soubre a outra. na tua frente. descoladas do corpo onde sempre permaneceram. com lascas de carne já seca pelo tempo que não passou. e tudo o que pensas, é impossível. sem chorar e mostrar a dor. até que o chão se abre. a queda. para sempre.
porque se gastam aos poucos, gostava de saber o nome de todos aqueles com quem troquei palavras, para que deixassem de ser sombras na minha memória, e os pudesse escrever. e uma palavra é um infinito. e o i_n_f_i_n_i_t_o é tudo o que está dentro das pessoas.
o negro espesso da tua figura aperta-me os sentidos. porque sei que sofres, meu amigo. e sei que sabes, mas que finges não saber, e ambos sabemos que finges que eu não sei, mas sabes que sei. tudo. desde o teu sorriso falso à tua palavra mais àspera. e dói. dói por saber que te dói. dói mais ainda saber que sabes que me dói, mas finges. e no fundo, o que mais dói é este fingimento que nos impede de falar. de pegar na tua mão e de te dizer: "estou aqui". mas tu não deixas. e eu não consigo. porque sei que te aperto os sentidos. porque sabes que sofro. e sabes que eu sei que sabes mas finges não saber que ambos sabemos. da dor infinita do universo.
peguei-lhe na mão e ensinou-me a desenhar, como uma troca de favores. Nunca eu aprendi a desenhar bem, nem ele agarrou o vento do meu toque. Mas sorrimos dentro do olhar um do outro.
gosto de escrever. gosto de ver passar as palavras pelos meus olhos e entendê-las. estendê-las. gosto de ler o que se escreve e que não se pode dizer. mas não gosto das letras. porque enquanto parece que as leio, a minha memória lê as que consegui ler pela primeira vez. e cá ficaram. enraízadas aos sentimentos e às páginas. subestimadas. as palavras nunca significam a mesma coisa duas vezes. as letras soam sempre ao mesmo. se eu me lembrasse do trabalho com que cada uma foi escrita, talvez gostasse das letras. mas eu não gosto das letras. porque as sei de cor. porque as magoo quando não penso no tornear da caneta das primeiras que me ensinaram a escrever: as do meu nome. e as letras que finjo ler são as perdidas na minha memória. as mesmas que me fazem escrever por automatismo. sem valor. por isso não gosto das letras. e talvez menos ainda da memória delas.
desde as palavras que se embrulharam nas nossas línguas, aos papéis de rebuçados que doces, derretiam-se nas minha mãos na espera da altura certa de os abrir, tudo é teu.
chorarmos pelos cantos por falta de algo que nem realmente nos faz falta, quando há quem não tenha o que realmente importa e não sente falta nem chora.