No bairro do amor

és um atentado o meu bem-estar,

Adeus.

Sanssouci

Neste país das palavras e dos parques
dou comigo a pensar
que em vez de sentir
penso no que quero sentir.

antes de partida

Gostaria de chamar a atenção para o link que se encontra ali do lado direito. É nele que vou escrever os posts dos próximos quatro meses, em conjunto com os restantes 21(?) participantes do programa Leonardo da Vinci no âmbito do projecto SCAN. Para mais fácil navegação, basta seleccionarem o país de destino, que se econtra na barra lateral desse mesmo blog. Neste caso será Alemanha- aqui está o link directo.

Beijos a todos os que por aqui costumam passar e...

auf wiedersehen
!

A preto e branco

a indecisão é o reflexo de um não, com pós de sim.

regresso

com menos medo, mais confiança no futuro.


há um combóio que espera por mim, e tu não queres esperar por ele.

O meu amigo Jorge Palma (eu sei que tu compreendes bem)

Nas páginas do livro da minha vida,
cada pessoa
é um conjunto de estrofes
escritas por outras pessoas



No bairro do amor a vida é um carrossel

onde há sempre lugar para mais alguém

o bairro do amor foi feito a lápis de cor

p'ra gente que sofreu por não ter ninguém.



Deixa-me rir

Tu nunca lambeste uma lágrima

Desconheces os cambiantes do seu sabor

Nunca seguiste a sua pista

Do regaço à nascente

Não me venhas falar de amor



Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder

Basta um olhar teu e o chão começa a ceder

Cara de anjo mau, contigo é fácil cair

Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?


Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre

E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta

Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?

Quem és tu, na imensidão do deslumbre?



*todo o itálico é referente a palavras de Jorge Palma

Lisboa

É a cidade das boas memórias que guardo de ti.

Avenida JoãoXXI, banquinho número 1

Na morada daquele amor
resta agora não mais que dois lugares vazios
cheios de nada.
E no lugar do sorriso dela
e da seriedade dele,
há agora não mais que poças de água
causadas pelas das lágrimas do céu.

(Para ti)
Quando me perguntam se somos apenas amigos, temo que a resposta se esteja a tornar sim.
Tenho alguma saudade daqueles dias em que, com bom ou mau ânimo, me sentava em frente ao teclado e escrevia sobre o que sobrava dos dias que iam passando. Mas nesta folha branca que é a minha ansiedade sobre tudo, apenas vai restando a vontade de voltar a ter vontade de o fazer.

Quizás, quizás, quizás


Atenção!

Não estou com grande disposição
p’ra outra enorme discussão
tu dizes que agora é de vez
fico a pensar nos porquês
nós ambos temos opiniões
fraquezas nos corações
as lágrimas cheias de sal
não lavam o nosso mal
e eu só quero ver-te rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torces o nariz e lá se vai o sol

dizes vermelho, respondo azul
se vou para norte, vais para sul
mas tenho de te convencer
que, às vezes, também posso ter razão!
também mereço ter razão
vai por mim
sou capaz de te mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão

Se eu telefono, estás a falar
ou pensas que é p’ra resmungar
mas quando queres saber de mim
transformas-te em querubim
quero ir para a cama e tu queres sair
se quero beijos, queres dormir
se te apetece conversar
estou numa de meditar

e tu só queres ver-me rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torço o meu nariz e lá se vai o sol

dizes que sou chato e rezingão
se digo sim, tu dizes não
como é que te vou convencer
que, às vezes, também podes…

ter razão!
também mereces ter razão
vai por mim
és capaz de me mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão

Atenção!
os dois podemos ter razão
vai por mim
há momentos em que se faz luz
e depois regressamos os dois
à escuridão

Nesta azáfama dos dias de Lisboa
há em mim sempre esta tristeza
este querer ter
que nunca chega a ser.

Toda a inocência dos 16 anos foi já com a brisa de verão
e neste ser que sou
já pouco lugar há para a esperança.

Gostava

De chegar a casa e ter um bilhete com a tua letra, a dizer que ainda somos duas crianças com o mundo nas mãos. Mas já não te lembras dessas palavras que escreveste, nem da roda da minha saia.

Neutro

Já escrevi melhor, já me senti pior.
Já pouco pretexto tenho para soltar as pesadas lágrimas de adolescente que ainda me restam.
A rainha do drama nunca teve lugar no que sou, a serenidade também não.
Às vezes detesto pegar em coisas que normalmente gosto, às vezes pego em coisas que detesto.
Gosto de ouvir a minha musiquinha, também gosto que gostes de a ouvir.
Gosto de dizer que não, quando penso que sim.
Não reparo que às vezes magoo as pessoas, não reparo que sou transparente de mais.
Gosto que me sorrias com cumplicidade, ainda me me sinta vulnerável.
Há dias em que gosto de vermelho, outros que sou cinzentona.

Não tenho nos lábios uma história de amor avassalador para contar.
Não tenho sequer sequências de paixão bonitas de ouvir.
Não sei dizer tristezas, não sei ensinar lemas de vida.
Não sou brilhante, não sou o cúmulo da coerência.

Não sei ser a melhor pessoa do mundo, nem a pior.



This is not about love, in fact i should stop fall in love

Decerto que, quando chegares, te vou abraçar com uma angústia colada ao peito.
Se ainda me quiseres abraçar.

Há em mim todo este novo que aparece:

Total alienação da problematização constante
pela acomodação noutros braços que não os meus.

Satisfação

Nesta música que ouço, neste pedaço de vida que estou vivendo
Nos sorrisos que me dão
nas palavras transmitidas ao longo dos álbuns que ouço repetidamente.

Danço e respiro
Toco e sinto
tudo
-te.
- Olá
- Olá.
[é o que basta, para se chegar à troca do que é meu pelo que é teu]

- Tenho um combóio para apanhar, que ainda não sei qual é, e só saberei quando o vir.
- (...)
- Adeus?