O meu amigo Jorge Palma (eu sei que tu compreendes bem)
cada pessoa
é um conjunto de estrofes
escritas por outras pessoas
No bairro do amor a vida é um carrossel
onde há sempre lugar para mais alguém
o bairro do amor foi feito a lápis de cor
p'ra gente que sofreu por não ter ninguém.
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é fácil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?
Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?
*todo o itálico é referente a palavras de Jorge Palma
Avenida JoãoXXI, banquinho número 1
resta agora não mais que dois lugares vazios
cheios de nada.
E no lugar do sorriso dela
e da seriedade dele,
há agora não mais que poças de água
causadas pelas das lágrimas do céu.
(Para ti)
Quizás, quizás, quizás
Atenção!
p’ra outra enorme discussão
tu dizes que agora é de vez
fico a pensar nos porquês
nós ambos temos opiniões
fraquezas nos corações
as lágrimas cheias de sal
não lavam o nosso mal
e eu só quero ver-te rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torces o nariz e lá se vai o sol
dizes vermelho, respondo azul
se vou para norte, vais para sul
mas tenho de te convencer
que, às vezes, também posso ter razão!
também mereço ter razão
vai por mim
sou capaz de te mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Se eu telefono, estás a falar
ou pensas que é p’ra resmungar
mas quando queres saber de mim
transformas-te em querubim
quero ir para a cama e tu queres sair
se quero beijos, queres dormir
se te apetece conversar
estou numa de meditar
e tu só queres ver-me rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torço o meu nariz e lá se vai o sol
dizes que sou chato e rezingão
se digo sim, tu dizes não
como é que te vou convencer
que, às vezes, também podes…
ter razão!
também mereces ter razão
vai por mim
és capaz de me mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Atenção!
os dois podemos ter razão
vai por mim
há momentos em que se faz luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Gostava
Neutro
Já pouco pretexto tenho para soltar as pesadas lágrimas de adolescente que ainda me restam.
A rainha do drama nunca teve lugar no que sou, a serenidade também não.
Às vezes detesto pegar em coisas que normalmente gosto, às vezes pego em coisas que detesto.
Gosto de ouvir a minha musiquinha, também gosto que gostes de a ouvir.
Gosto de dizer que não, quando penso que sim.
Não reparo que às vezes magoo as pessoas, não reparo que sou transparente de mais.
Gosto que me sorrias com cumplicidade, ainda me me sinta vulnerável.
Há dias em que gosto de vermelho, outros que sou cinzentona.
Não tenho nos lábios uma história de amor avassalador para contar.
Não tenho sequer sequências de paixão bonitas de ouvir.
Não sei dizer tristezas, não sei ensinar lemas de vida.
Não sou brilhante, não sou o cúmulo da coerência.
Não sei ser a melhor pessoa do mundo, nem a pior.
This is not about love, in fact i should stop fall in love
Se ainda me quiseres abraçar.
Há em mim todo este novo que aparece:
pela acomodação noutros braços que não os meus.
Satisfação
Nos sorrisos que me dão
nas palavras transmitidas ao longo dos álbuns que ouço repetidamente.
Danço e respiro
Toco e sinto
tudo
-te.
Desafio da página 161
Este é o 'desafio da página 161' , que me foi proposto pelo Jota-p.
Regras:
José Saramago, O Homem Duplicado, 2002
Passo o desafio a:
diffraction
Mal desenhado
Trilho
Onde está o branco em ti?


