Oscilações
às vezes queria ter mais tempo para mim;
às vezes queria ter talento;
às vezes queria gostar menos de mim;
às vezes gostava de ser mais séria;
às vezes gostava de parar o tempo;
às vezes gostava de me conhecer;
às vezes gostava de não saber escrever;
às vezes queria acreditar em Deus;
às vezes preferia saber mais;
às vezes sonho em voar;
às vezes quero ler durante horas a fio sem comer sequer;
às vezes quero afogar-me com a minha própria ansiedade;
às vezes gostava de me chamar pelo nome;
às vezes preferia ver-me do lado de fora.
Às vezes perco-me em desejos diletantes,
outras vezes reduzo-me ao que de maravilhoso tenho.
Curta-metragem
Rebanho
Acessório de Refletância de Ângulo Raso




Quisera que chegasse
Ainda te lembras do que sentiste?
Consegues trespassar para a medíocre invenção da escrita o que pensaste e guardaste?
Nem eu.
Auto-hetero-auto Retrato
Face rosa de desamor, olhar azul de mar.
Águas revoltas, passado presente, amor latente.
Tu.
Lábios doces de delícia, braços e mãos rasgados em carícia.
Brincadeiras inocentes, precedências inerentes.
Amor puro, amor verdadeiro, amor teu.
Tu, eu.
Corpos aquecidos pela paixão e pela injustiça.
Um leque de confidências, uma mão cheia de incoerências.
Eu, tu.
Olhares cegos de visão e de razão.
Paixão permanente, coração latejante, pensamento vadio- e por isso vazio.
Nós.
Uma criança carinhosa, um pomar colorido.
Um cacho de saudade, cujos bagos são saboreados em momentos escassos( e deliciosos).
Vice-versa
E se o meu batom fosse verde, a minha caneta de sublinhar azul, a minha pele opaca, a minha altura 1.80 m, as minhas unhas bonitas e cuidadas, e meu sangue fosse azul?
- Se o fosses, pensarias o inverso.
Pausa
Parabéns ao meu manusco :D
Aweeee
Ao Krip, do Caneta sem Tinta
G*, meu querido amigo imaginário. Ainda te lembras quando passámos horas a dizer mal do mundo? Foram poucas, comparadas com as que ganhámos em apontar defeitos um ao outro. Tornámo-nos em dois animais desenhados por crianças, rolámos na relva, insultámo-nos, fingimos, amámos como quem ama uma borboleta que nos atravessa o caminho na cidade. Fizeste as malas, mas não quero que partas (ainda).
Lembra-te que me deves o Omnia Mutantur em papel.
Lembra-te dos 'foolish games'.
Lembra-te de tudo o que fingimos lembrar-mo-nos.
Lembra-te que deixámos de ser crianças.
Lembra-te do nosso filme preferido.
Lembra-te de teres andado com o meu saco um dia inteiro.
Lembra-te de teres lido "A Aparição".
Lembra-te das perguntas e das não-respostas.
Lembra-te da "fotologoesfera".
Lembra-te que temos uma fotografia juntos.
Lembra-te que conheci quem me roubou o coração através de ti.
Lembra-te da minha insistência no número 9.
Lembra-te do presente que me deste.
Lembra-te de Lilith.
Lembra-te das coisas sem sentido.
Lembra-te que me contrariaste milhões de vezes até nos conhecermos.
Lembra-te que sabemos o nome completo e data de nascimento um do outro.
Lembra-te que tinhas razão.
Lembra-te de momentos e memórias.
Lembra-te de coisas que ainda não sabes.
Lembra-te da importância das tuas palavras para mim, para o mundo.
Mas não me lembres, parte.
Ab irato
e não me sei rir deles, como as crianças.
Aconchego-me no teu corpo e peço protecção, como as crianças.
Evito chorar com medo de piorar, como fazia em criança.
Mas cresci, como as crianças.
E ainda rebolo na cama sem sono,
mas já não chamo pela mãe.
Já tenho mais anos-luz que dedos nas mãos,
sei escrever há tempo de mais para me lembrar de quando aprendi.
(como gostava me recordar de tentar pegar num lápis com o desajeito que me é intrínseco)
O cabelo escureceu,
tornei-me num pseudo-camaleão armado em poeta.
Já me sinto responsável - e já me doem as costas por isso.
Confissão
Nado não vivo
Verdes, podres.
Tuas.
Envergonhas o chão que pisas,
mostras-te o que não és.
Metes nojo aos transeuntes,
enojas-te a ti próprio.
És mendigo de ti mesmo,
és um pedinte de nenhures.
E carregas a ingenuidade tórrida de um corpo asqueroso
que oferece náuseas ao mais rico homem.
E gritas que és sem o ser,
mas na verdade nunca foste,
nem sequer na ultima garrafa de vinho barato que deglutiste,
e muito menos nalgum olhar que ofereceste.
Consola-te pobre cego, que mesmo a ver não deixas de o ser.
Embriaga-te em sonhos e ilusões,
veste roupas largas e goza com anões,
vive na vontade de morrer!
Mas na tua lúcubre visita à terra,
o escuro alcatrão que calcaste
não passa de uma farsa de que te apropriaste.
Convence-te pobre porco,
que quem te julga com tamanho nojo como eu,
nunca será tão odiado como és!
Nesse teu ínfimo mundo azul,
ao qual olhas com prazer...
sem nunca teres chegado a nascer.
T Dois
Rapto
A viagem ainda não tinha terminado. O corpo de alguns pedia néctar, mas eu preferi contemplar a pré-histórica roda enquadrada num desenvolvimento avassalador, cortado aos poucos pelo vento que apenas eu conseguia ver.
Deixei-me adormecer no aconchego de um amigo-revelação. E apesar de ter sido o seu ferveroso cheiro a adormecer-me, a minha mente estimulava-se com o perfume de outro - a quem eu realmente pertenço. E não há nada mais atordoante que adormecer na velocidade do tempo, com o perigo à espreita em qualquer faixa de rodagem contrária ao nosso caminho, mas nada mais agradável que acordar com uma voz sorridente, envolta num regresso a casa.
Penetro a chave minha fechadura, retiro o diário da minha gaveta, recolho-me, penso em ti por segundos. Apago-me por breves horas.
(Apenas lamento o facto de a minha tosca transcrição de emoções ser cega. Contudo, é agradável saber que nem tudo o que se vive pode ser intelectuado.)
De(In)dicado
De todo o silêncio,
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
[Pedro Abrunhosa -Como uma ilha]
Injustiça
Talvez porque a felicidade faz o tempo correr.
Eternidade espontânea
Escrever no escuro, mesmo que sejam traços sem sentido.
Manter o pensamento acordado, mesmo que os olhos não o peçam.
Encontrar truques para a má memória do mundo, mesmo sabendo que há coisas que se esquecem.
Alimentar uma escrita feroz para próprio gozo, sabendo que ninguém a vai ler.
Ver uma cidade dormente, e pensar apenas numa pessoa.
Sentir a alma cheia, quando à tua volta apenas existe o vazio de cores que nunca tu construiste.
Deixar a velocidade nos trespassar o corpo, contrariando o tempo que nos apodrece.
Esboçar um sorriso por estarmos vivos, enquanto todos à nossa volta são abatidos um por um.
Jogar mal por falta de jeito, e rir por derrota da forma mais verdadeira.
Notar que alguém nos nota, mesmo que seja por uma segundo efémero.
Sentir que do outro lado do rio está alguém que nos cuida, mesmo que a saudade aperte.
Ingerir alimentos pouco saudáveis a meio da noite, só pelo gozo da companhia.
Lançar sorrisos irónicos falsos, esconder uns verdadeiros.
Jogar um pouco na mente durante o dia, esquecer tudo na noite.
Enfrentar a noite num rasco de vontade, mesmo com medo de tonturas.
Ter a roupa cravada de cheiro dos bares, sabendo que os nossos pulmões não se lavam na máquina.
Lançar uma palavra de aconchego a uma mente ainda irracional.
Rir ao acaso.
Momento
Passaram dez anos desde que não tenho por cima da minha cama uma casinha com dois ursos, um grande, outro pequeno. Os dois vinham à janela alternadamente ao som de uma melodia que me sempre foi familiar. Não era um som de uma comum caixa de música, mas algo mais secreto, que transmitia segredos à minha imaculada mente, assim como afastava os fantasmas toscos dos meus sonhos irreais. Era especial, porque o urso pequeno sempre me fazia ficar triste. Era pequeno, era insignificante, era eu enquanto respirava numa casa de adultos, sentindo que eu era tosca. Por isso, nunca abraçava, nunca dizia que gostava de alguém. Era rude, para que me conseguisse sentir o urso maior, mais sedutor, sem aquele choro de anjo.
141
Adormecer com as tuas festas
Chorar no teu ombro quando me apetecer...
Eu aconchegar-te com ternura e carinho
limpar as tuas lágrimas e sussurrar ao teu ouvido aquilo q precisas de ouvir no momento
aproveitar um abrir de olhos nocturno teu, para roubar um beijinho e voltar a aconchegar-nos
gosto de ti
pelo que és
pelo que me fazes ser.
(sem que eu o peça)
foto de R*
Crime
Larga-se o ser mudo numa qualquer esquina. Aprende a falar num instante.
Luta para que não lhe doa a partida de que não toma sentido.
E ingénuo espera que o busquem.
E ingénuo espera na esquina que o crime o abrace.
E não sabe que o cordão umbilical lhe foi cortado.
E aprende a falar.
Um ser que nunca falou o mesmo dialecto.
E grita.
Por fim, grita.
por mylostwords
Duo em uníssono
significa: o que protége
Gaguejo por entre os teUs suspiros aInda entrelaçados nas tuas palavras. Lança-as mar, queremo-las quando chegarem a Hipérboles na margem, mesmo que inúteis, mesmo que as absorvamos como antes. Estórias de encantar, barafundas de falsas emoções - são tuas sem o ser. Remata a tua existência com conselhos inúteis (como este), que tanto gostas de dizer que não gostas. Mais que seres o que és, não és o que dizes ser, muito menos o que te contradizes na tentativa de o fazer. Não és, meio do que dizes gostar, claramentE.
(dedicado)
O cheiro não cadastrável
És sem o ser.
Deixas de o ser quando não peço.
Interpretas-me.
A tua voz, o teu carinho não é mais que uma efémera amostra.
Do que sinto quando te sinto, nada é explicável.
Amor? Que seja, que sejas. Gosto.
De ti, de mim.
(pausa)
(parágrafo sem o ser.)
O verde e o vermelho
(Conheces a letra da "Enjoy the silence"?)
(Quando três pessoas conversam interpoladamente, o resultado torna-se curioso. Talvez sejam nelas que mais consigo mostrar o que posso. Escrever de mim para mim tira-lhe o gostinho a que estamos habituados. A ti, Musa. A ti, Surpresa.)
Ligações frutíferas
Eu sorrio contigo.
Há quem eu ache falso,
Nada é verdadeiro o suficiente para o poder ser.
Há quem faça dieta,
Eu como chocolate.
Há quem queira beber,
Eu tenho dias.
Tenho dias que ouço sons rudes,
Outros que estou surda com o meu próprio som.
Há dias que a vida não muda,
Noutros ela deixa de existir.
Há quem ame o surrealismo.
Eu gosto do abstraccionismo geométrico.
O "João" é a estação do metro "Parque",
Eu preferia ser "Olaias".
Tenho segundos que me acho inflexível,
Outros sou a mais cega crente.
Há dias que tento,
Outros ganho.
Hoje gritei com pessoas,
Amanhã posso querer chorar no ombro delas.
Hoje quero o que quer que possa querer,
Nem que seja uma palavra doce vinda de alguém.
Hoje sou gregária porque gosto,
amanhã sou gregária porque me é intrínseco.
Magia
Respiro.
O (interno) sorriso
Para cima
O cheiro do som
(vermelho e negro)
Somos num coração
Sorrimos na mais alta degradação do planeta,
mas na maior capacidade de ser repleto de prendas interiores.
(cartas e mais cartas de amor)
Sou-te nunca deixando de me ser.
(amo)
O lugar do teu olhar
Padrão
Toque
Ri, riste-te, sorrimos.
Olhaste, olhei, olhámo-nos.
Acenei, tocaste, parámos.
Olhei o céu, olhaste as estrelas, deixámos de ver.
Fechámos os olhos sedentos, aproximámos o bater do coração.
Sussurraste-me, sussurrei-te, fundimo-nos.
Fomos num beijo, num sorriso, numa tarde.
Sou. És. Talvez sejamos.
Sentes-me?
Ontem
Kissing you as you lie sleeping
Breathing
Gently with you in your slumber
Your face is the picture of contentment
My angel's dreaming, my angel's dreaming
And I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Slowly
Opening your wondrous eyes on me
Shining
Green and glorious in the morning sun
This moment, what could be more precious?
May it live forever, may it live forever
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Smiling on me your love gives me all the blessings of this newday
The heat in your skin caresses my senses in sucha glorious way
I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Lamb- Softly
Indícios
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes."
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade."
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar."
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar."
Caminhos
O alcatrão que está entranhado e que corre por nós.
A sensação doce da vida que avassala teclados negros de virtude.
A insonoridade da amoralidadade do meu crime.
A dor, o sorriso, a força.
Tua, não minha.
Caio aos teus pés, ouço a nossa cumplicidade curiosa.
O medo, a velocidade cortante a que os teus dedos percorrem as sinestesias falsas...
Vamos correr, cantar, viajar pelo mundo real de um feriado marcado.
Não me deixes, abraça apenas o momento do desmomento, assim como a causalidade da coisa.
Sê-me sem pensar em quem te foi, para que possa anular quem nunca me conseguiu ser.
As pastilhas nos sapatos de adolescentes que continuam a marcar o chão de ensino...
O cheiro da minha cor, a cor do teu cheiro, o ardor do nosso ser.
Aprecia a luz, o meu silêncio ausente, a minha mão caída por azares.
Prison Sex
I was so young, vestal then, you know it hurt me.
But I’m breathing so I guess I’m still alive
Even the signs seemed to tell me otherwise.
Got my hands down, and my head down,
And my eyes closed, my throat’s wide open.
I do unto others what has been done to me.
Do unto others what has been done to you.
I’m treading water. I need to sleep a while.
My lamb and martyr, you look so precious.
Won’t you, won’t you come a bit closer.
Close enough so I can smell you.
I need you to feel this. I can’t stand to burn too long.
Release in sodomy. the one sweet moment I’m whole.
I do unto you now what has been to me.
I do unto you now, what has been done.
You’re breathing so I guess you’re still alive.
Even the signs seem to tell me otherwise.
Won’t you, won’t you come on up closer.
Close enough so I can smell you.
I need you to feel this. I need this to make me whole.
Relief in sodomy. have you witnessed that blood and flesh can be trusted. i.
Have you witnessed the blood and, this can’t be trusted. i.
Only this one holy medium brings me piece of mind.
Got your hands bound, and your head down,
And your eyes closed, you look so precious now.
I have found some kind of temporary sanity in this.
Shit, blood, and come on my hands. I’ve come round full circle.
My lamb and martyr, this will be over soon. you look so precious.
You look so precious now...
by Tool
Rainy day
Doesn't rain anymore.
Here is life, with your own world.
Knock on my door anytime you want.
Sonhos (re)incidentes

A viabilidade de tudo isto está em causa. O facto é que os inquéritos de podre população feliz contradizem o meu carácter sonhador. Um grosso modo de dezoito anos que consolidam o contrato das minhas palavras com as vossas. Um novo período que se avizinha, já que se sente o calor da minha nova personalidade, quer venha ela a ser efémera ou perene.
O elástico cor-de-rosa do meu corpo deixou de me prender à magna legitimidade dos sentimentos intelectuados, assim como a visão do mundo se tornou mais humana. Deixei o meu tom terra no fundo do balde, e inundei-o com sentimentos, não de gratidão, mas "egoístas". Talvez a partir de agora passe a cultivar o sentido interior do que me rodeia em estradas carregadas de população azul. Um ano não tem, obviamente, que marcar a mudança, mas a mudança dá-me sempre a noção de passagem das horas. É apenas o beijo da volúpia que me baptiza da forma mais incrível.
Que continuemos neste pacto de transmissão de cultura até se tornar insustentável.
Muitas foram as pessoas que me proporcionaram a escrita contínua e pseudo-verdadeira. Costumo afirmar que não são as palavras dos que escrevem que me fazem escrever, ao invés, são os que não escrevem um palavra que o fazem. Enumerá-las? Talvez bastará olhar para a secção "Vide", para que se torne claro e óbvio.
Beijos às faces da mudança, pois afinal, foi só um ano.
Hoje
We are
You were always crazy like that
I watched from my window,
Always felt I was outside looking in on you
You were always the mysterious one
With dark eyes and careless hair,
You were fashionably sensitive, but too cool to care"
O teu cavalo branco.
Como és e foste, como me farto de te ouvir, como te peço sempre que voltes. Como te anseio que sejas meu, como te sinto meu quando te ouço!
Doze (onze) moradas de silêncio
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das
chávenas
inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje
Al Berto
(para ti G*, com saudades de te poder deixar de levar a sério)
O homem da cabeça de vidro
Encontrei a razão de tudo isto num debate azulado, pois o meu olhar escondido entre folhas contrasta com o teu entre corpos. O meu azul é um utensílio, o teu verde uma arma. O meu azul é um espelho, o teu acastanhado uma falácia. O meu castanho é uma devoção à tua acoerência, o teu arco-íris a devoção à coerência alheia. Verifica os diferentes caminhos, assim como a capacidade enebriante dos mesmos. Repara na assombração de um Fado que se impõe na tua mão, em que por uns segundos, uma caneta conseguiu aquecer-se e marcar um nome que te adoça.
Intensifica-te, passa a odiar-me, pois a necessidade de te ver longe quer saborear os laivos de sangue que se geraram no teu peito.
(risos)
Agora estamos à maré das elites politicas já per si consagradas.
Se por um lado gosto de me deixar enganar, pois torna-se saboroso; por outro lado reparo na quantidade de candidatos à mesma elite politica (demonstrando a brilhante capacidade de persuasão de quem nos ensina, pois quase todos acreditam nesse patamar ademocrático, mesmo quem diz que quem está no Padrão dos Descobrimentos a apontar, seria o Marquês de Pombal) que não possuem o mínimo carácter crítico, absorvendo tudo o que lhes é dado. Altruísta por pena alheia? Egotista pelo meu exibicionismo? Nem uma, nem outra. Apenas gostaria que se tornasse mais clara a diferença entre os diferentes, isto é, os geniais. Pois se todos são bons, e todos são parte integrante da elite, qual será a condição para tocar no tal alvo em movimento?
Agora notam porque não me apetece escrever...
Cartas de Novembro
Fará sentido mostrar como te vejo? Ou o que provocas já é, só por si, previsível? Rio-me, pois encontrei a expressão que mais te autonomiza dentro de tudo isto. Não a vou dizer, pois esboço um sorriso só em descobrir-te com o teu consentimento.
Desculpa-me Guilherme, mas a sombra polvilhada pela areia do quente sol de um agosto paciente e poético ainda persiste. "Não o és, não o sou, nunca fomos, (...) porque me apetece".
Não gosto da arrumação estandardizada, talvez por isso continue a cantar baixinho no escuro, antes de chegar a casa, desfrutando da Lua que me é deliciosamente oferecida.
( Seria hoje mais um dia em que queria enquadrar a minha inspiração nas minhas palavras, seria mais um dia em que não o conseguira fazer. )
Em espera
Hoje, deixei de estar contigo.
A razão baseia-se na tua ingratidão, já não sou o outro lado do espelho, da carne, do sangue, nem sequer da folha.
Sou a carne, o sangue, a caneta.
Não existe o "somos", pois amei-te por não me amares.
Ridículo, não é?
Rio-me, pois sei que esta noite sonharei com um "contigo", voltarei a pensar e dizer que fomos, somos e seremos.
Sentindo a acre sabor da vida
Que apesar de teres sido um à parte,
Continuas a ser-me.
A suave queda a que te sujeitaste tornou-te mais tu.
Tornou-te menos singular em sociedade
mas plural em ti mesmo.
Perguntas-me porque o teu reflexo é disforme,
eu digo que és apenas disforme aos olhos dos outros.
Aos meus, não tens reflexo,
pois enquanto as tuas insanidades afastam os espelhos,
Aproximam a magnífica passerelle que se avizinha.
Crenças
Invadiste a minha falsa privacidade e assombraste o que poderia ser tristemente belo.
Acreditei (em ti).
Na tua veracidade pouco credível.
Mea culpa, sempre gostei de uma pitada irreal.
Cravei o teu nome na minha eternidade, com uma peréne troca de sanguíferidade.
Não me imitaste os gestos, para meu agrado.
(...)
Sometimes you pray..."
Arrepio
Estavas doentio, indagado pela tua sabedoria solene. Eras um bicho amedrontado que evitou tudo o que o rodeava. Estavas angustiante, com um ar de cansaço transcendentemente poético, e por isso mesmo nesse momento te amei. Porque como sabes, eu não amo pessoas, sequer sentimentos, mas apenas momentos em que pessoas se tornam inconscientemente poéticas, como tu o havias sido nessa noite.
O breve olhar que havia raspado pela tua deliciosa nuca fez-me perder tudo o que havia ganho numa semana de must we. O teu corpo cravado com laivos do meu fumo ardente, e a tua pequena grandiosidade, fizeram-me gritar para o meu interior. Ouvia-te no meu eco, como se meu amante fosses, até à exaustão.
Até que o fumo se esfumou da minha vista azulada, e eu voltei a sentir-me como antes.
O resto da noite foi enganada por outra personagem bravia, mais um condenado à escravidão. Mal sabia que o entretenimento amado que sentia ainda se baseava na altivez da tua presença, no amor que me havia penetrado o inconsciente.
A noite ainda gritava por mim, mas decidi deitar-me. Enquando os meus estímulos visuais se diluiam no mosaico de imagens que havia apreendido nessa noite, relembrei com gosto a conversa deliciosa com o escravo. Mas mais tarde, quando os morcegos me mordiam os pulsos na busca de conhecimento, lembrei-te de novo.
No meio do meu tumulto diário apareceste, e decidimos fugir. Refugiámo-nos na maior viagem telepática que até hoje conhecia, e naquele limite, uma nuvem de fumo ardente nos trespassou o olhar.
Quando voltámos a sentir visualmente, vi-te a cobrir o meu corpo gelado com o teu corpo contrastante. Estavamos no teu quarto, onde só havia estado uma vez em toda a minha vida, mas que por isso mesmo, tinha sido suficiente. Sabia que quem tu mais tinhas amado até hoje, tinha feito de ti os seus gemidos naquele quarto.
Aí, a imagem eterna que me ficou na memória. Nossos corpos gelados, o teu beijo quente e perfeito, e o teu grito preso abaixo da minha cintura. Encostado à cama descansava o teu amor material, a tua música por cordas rodeada de um negro falso.
Sentia-te.
Acordei, tentei voltar ao sonho, inutilmente. A cama estava vazia, não havia vestígio de teu sangue. Mas se eu fechar os olhos, imaginar o fumo ardente a querer cegar-me, e sentir o delicioso sabor do teu pescoço, vejo-te comigo.
Há correspondência com a evasão
Que quadro belo.
Todos têm pressa, todos aceleram o passo efeverscente, no intuito de encontrar um lugar sentado, longe do gordo peludo que tresanda a presunto fresco.
Todos querem chegar, todos se sentem importantes.
Todos se sentem eles mesmos, todos pensam que são, ou pelo menos pensam que pensam que alguma vez o foram.
Todos esperam pela sua chegada.
Pelo seu barulho carregado de óleo acre e entranhante.
Ele chega, com o seu característico som aveludado. Todos se chegam à frente, todos esperam que os anteriores sigam o seu destino, todos estão preparados para entrar e seguir.
E eu, morta de cansaço pela minha recente vida de monge, deixo-me adormecer até à ultima estação, tentando evitar os que me pedem para alimentar a sua desgraçada e ilusória vidinha miserável.
"Existe sempre, em cada um de nós, uma religiosidade, mesmo em quem se considera ateu. É uma questão civilizacional, que se desvenda em aspectos tão prosaicos como acordarmos todos os dias com a certeza de que vamos encontrar o mundo igual ao que deixámos no dia anterior. Apesar de nada nos garantir que assim seja, senão a crença, uma palavra em tudo semelhante à palavra fé."
Futuro
Cobardia
Medo
Ânsia
Lágrima
Sangue
Ardor
Palpitação
Arritmia
Hiper-actividade
Choro
Pudor
Tristeza
Esperança
Silêncio
Suavidade
Carência
Raiva
Tortura
Excentricidade
Critica
Porcaria
Margaridas
Mentira
Azul
Controle
Atalhos
Ambição
Calor
Risadas
Paineis
Velocidade
Correspondência
Transporte
Doença
Miséria
Sono
Roubo
Sonho
Cansaço
Chuva
Pensamentos
Pressa
Sobreposição
Entendimento
Transparente
Tempo
Pedir
Sentar
Simplificar
Optimizar
Pensar
Acalmar
e
Esperar.
Momentos de prazer
Nenhures soltos pelas acres mãos cansadas do trabalho que outrora ansiaram.
O silêncio que tarda.
Choros de crianças pelo mundo! Pedidos de amor... de interesse.
Valsas ternurentas, vestidos rasgados com um leve aroma a amora.
O cimento do futuro, o sangue novo a que aspiramos torna-nos nos criadores das nossas próprias mãos. Onde o trabalho volta a ser suavemente agarrado com ânsia.
E aí, o silêncio volta, o amanhã troca de lugar com o hoje, e nós sentimos o passar da capacidade de brilhar.
Hapiness upon my soul
| 0902 | Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
LISBOA |
| 0870 | Ciência Política e Relações Internacionais
Licenciatura |
A quem me apoiou e felicitou pelo meu esforço:
... from the heart.
Beijo especial a mylostwords. =)
Volúpia (en)cena
pacith: sempre nos julguei unos
pacith: da mesma forma que quando provo o meu sangue, provo o teu
Krip: eu não
Krip: o que corre nas minhas veias não é sangue
Krip: é água
Krip: só assim consigo ter o coração gelado
pacith: que mentiroso...
pacith: =)
pacith: bem, vou-me de vez
Krip: deixo-te uma frase minha
Krip: Reino sobre o teu corpo, reinas sobre a minha mente.
pacith: pudesse eu fazê-lo
pacith: ...
Krip: engana-te
Krip: ilude-te
pacith: contigo não.
pacith: se o fizesse, estaria a corromper a tua identidade.
pacith: tornar-te-ia num qualquer.
pacith: Não o és, nunca o foste.
pacith: És. Sou sendo contigo. E por isso mesmo. Somos.
Krip: sê-lo-ei?
Krip: Não. Amanhã já não o és. Já o foste. Já não sentes. Mentes
Poesia
Que a grandeza e altivez regresse de uma vez!
Que o alcatrão nos coma os restantes pedaços de carne!
Que haja vida!
The Patient
Is this a test?
It has to be. Otherwise I can't go on.
Draining patience. drain vitality.
this paranoid, paralyzed vampire act's a little old.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
I'm gonna wait it out
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I'm gonna wait it out
If there were no desire to heal
The damaged and broken met along this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I still may. And I still may.
Be patient.
I must keep reminding myself of this...
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
And I still may. And I still may. And I still may.
I'm gonna wait it out.
I'm gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Amarga eternidade
Somos irmãos do amor, primos da paixão, amantes do dissabor.
A distância a que se nasce do amor perfeito faz-nos pensar sempre se é realmente perfeito, se não será apenas mais uma miragem do alcatrão quente que nos (me) persegue. O sonho que me move a procurá-lo não o será com certeza. O meu mundo ordena que sejas abraçado pela minha carne sustentada por estilhaços cortantes do tempo e do vento. Mas o teu, onde a Primavera feliz sempre persistiu, ignora a irmandade do ódio que se havia gerado entre as borboletas e fadas. Nasceste perfeito, mas marcado pela morte e sacrifício das pequenas criaturas escravizadas e belas. E o seu sangue, ainda correndo nas tuas veias frescas e puras, apenas te condena ao eterno movimento doloroso de procurar a tua essência.
Afinal de contas, as almas gémeas foram feitas para nunca se juntarem.
"Orestes"
Pull me into your perfect circle
One womb
One shape
One resolve
Liberate this will
To release us all
Gotta cut away, clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
And from pulling you down with me in here
I can almost hear you scream
Give me
One more medicated peaceful moment
One more medicated peaceful moment
And I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Because I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
Keeping me from killing you
(from me to you)
Adeus
Se a tristeza de olhar os outros a brincar por uma janela ainda me atormentasse, tinhas morrido. Sim, porque a minha sede de acabar com o que foi criado tinha estagnado, até tu reacenderes a chama do crime.
Andei anos à procura da pessoa perfeita para matar, mas todos me pareciam presas fáceis de mais. Hoje encontrei-a. Tu, porque apesar de perto, sempre estiveste longe; e apesar da ajuda, sempre trepaste por quem podias. Tu e os teus, que ainda hoje me perturbam com a sua pobre grandeza, são a medíocres de mais para me sujar.
Não sei se escreverei por muito mais tempo, apesar de cada vez mais desejar fazê-lo. A tortura do oportunismo deixou de resultar, falhaste.
Choro, pois mudaste o meu futuro. E por mais chicoteada que seja, tu serás sempre mais, pois já era altura de entenderes que o dinheiro não é grandeza.
Posso não ser recheada de ouros, mas não estou consumida pelo mesmo.
Fecha a porta, mas nunca a voltes a abrir. Nem que morras.
Inverno
Os segredos que ainda me dizes são inconfidências relembradas, per guisa da tua brisa gelante de mentirosa que me desassosega o pescoço, mas que me recorda do teu glorioso regresso.
Todos te julgam entediante, mas eu conheço a tua essência: destruír o reino de fogo. Para depois, quando todos já estiverem habituados à tua coercividade, te ires, deixando a saudade dos pensamentos alvos.
Mas eu sei que por mais que tentes fugir, voltarás. E contigo, voltarão muitos outros, quer sejam eles heróis ou desgraçados.
Porque é que no silêncio da noite, nos assusta falar em voz alta?

Citizen Erased

Teach us to cheat
And to lie, cover up
What shouldn't be shared?
All the truth unwinding
Scraping away
At my mind
Please stop asking me to describe him
For one moment I wish you'd hold your stage
With no feelings at all
Open minded
Self expressed, exhausting for all
To see and to be
What you want and what you need
Scraping away
At my mind
(Muse)
O Passo
Que teria acontecido ali, porque estaria o meu nome ali sepultado num momento e noutro teria desaparecido...? Que significaria aquilo...?
É nesse preciso momento de ansiedade que a porta se abre, engulo o meu coração bem fundo e dou um passo em frente...
Cordas vermelhas
De falhar,
de cantar,
de saltar.
Alguma vez sentiste a falta de ter poder de eliminar qualquer um? Fulminá-los a todos os que se julgam altos e grandes, os que te ignoram e irritam por fazerem-o.
Medo.
De sentir,
de rejeitar,
de amar.
Pensa em cada dia que viveste, assim como cada segundo. Consegues? Eu consigo. Talvez seja mesmo esse o problema, pois raramente me esqueço e/ou surpreendo.
Medo.
De brincar,
de esquecer,
de mandar tudo para o canto mais esquecido do planeta mais longínquo e não-descoberto.
Alguma vez quiseste ter as mãos sujas de sangue, e não o fazeres por consciência de outrem?
Medo.
De tudo,
de nada,
da vida,
da não-vida,
da morte, quer seja tua, quer seja minha.
Será que cada vez que tento tenho de te ter?
Medo.
De ser-te,
de ser-me,
de ser Lilith,
ou alguma personagem numa caverna.
O teu corpo consa-se com a luz? A tua ignorância pouco te chateia, pois todos a amam.
Medo.
De portas,
de paredes,
de prisões.
À tua frente existem mais que faces disformes e degradantes? Não?
A tua curiosa mania de ser ignorado traz-te benefícios?
Medo.
De não conseguir esquecer,
de não esquecer o medo,
de te esquecer,
de me esquecer.
Imaginas que a cada palavra tua, o mundo fica exactamente na mesma, do que se tivesses permanecido calado?
Medo.
A dor nas tuas mãos torna-te feliz? As palavras que carregas alguma vez se calaram?
Medo.
De cantar,
assobiar,
ou de me calar.
Já te sentiste doido, e quereres mudar? Já tentaste mandar o teu melhor amigo para a cadeia por um crime que tu próprio cometeste?
Medo.
De ser livre,
de chorar,
de abrir um armário,
de estragar o que construíram.
A minha cabeça rodopia e rebenta.
e eu gosto.
Medo.
De não de amar
e de te amar.
Já pensaste que cada palavra tua é para mim um desejo de morte?
Rio-me.
Afinal não é medo, mas apenas a minha forma de vida.
O Rio
Esta dor cá dentro,
Correndo nas minhas veias,
Como águas alheias.
A Aparição
Onde de dia se veem quadrados reluzentes e ignorados, de noite vejo amigos e promessas vazias. Cada pedra é um polegar sanguífero e irónico, erecto perante a minha incompetência. O meu sorriso impulsivo renega toda esta imaginação inútil.
- Calma, são apenas sombras que assassinam todos os nossos desejos e ambições. Fazem-nos tomar conta da nossa pequena (grande) importância.
Porque eu sonho de mais
Olho para trás.
Volto a correr e vou contra alguém fraco, triste, estandartizado pela alienação global. Tento passar e olho-o nos olhos por segundos. Deixei de ver! Apenas resta um rasgo de luz causado por tal ser que me olhou nos olhos.
Paro e sento-me no chão.
Sinto-me vã, estúpida. Estou a contrariar algo inevitável, quero ser levada pela maré, mas a exigência meus pensamentos não deixam.
Abro os olhos.
Estou numa cadeira desconfortável que me provoca dores intensas nas costas. A minha boca dirige uma nuvem de fumo espessa para uma altura superior à minha cabeça, enquanto que as minhas mãos e braços com veias salientes se esforçam para escrever algo numa tecnologia que me enche as medidas.
Sinto o meu corpo estranho, dirijo-me ao espelho.
Olho-me e não me reconheço. Visto uma camisola preta e a trivial ganga. A minha face está esguia, com um sorriso mal esboçado, bastante encoberto, assim como o meu cabelo e olhos, que se tornaram escuros.
Rio-me do espelho que me engana.
Olho por mim abaixo e vejo que era verdade, maldita desconfiança. Ouço uma voz feminina a gritar algo... No inicio mal reconheço a palavra, mais tarde ouço nitidamente que era um nome, pelos vistos seria o meu.
A porta abre-se.
Vejo por meu espanto que o meu antigo corpo que dizia o tal nome que estava gravado numa jaula, num espelho.
De mim para mim, digo e ouço:
O que dizer a uma pré-18 anos...
just4U :Eu também sou assim, só como tenho cara de sei lá o quê... ninguém acredita em mim...
só quando a pedrada acerta é que acreditam, depois ficam todos muito chocados...(há que ser forte perante os outros!)
Mirror: Já fiz textos sem saber o título e coloquei algo que n se adequava,simplesmente porque não têm título.(aconteceu-me isso mesmo agora ao ler-te)
Sr.blue: Queres chamar-me de amigo ou queres ser minha amiga?(quero ser tua amiga e dizer que sou tua amiga para me sentir bem)
fedakim:Para isso é preciso muita paz de espírito e tempo para os sentimentos se acumularem , não se consegue meter a inspiração numa agenda. (eu consigo, ou pelo menos tento.)
rainysummer: Quero uma palavra para substituir "posted by" e "comment" ("escrito por" e "comentários", não chegam?)
Dr.know-how: Muitas vezes é na aparente, ou mesmo verdadeira, futilidade que podemos encontrar as maiores verdades para nós; são muitas vezes aquilo que pessoas supostamente grandes desprezam o melhor que o mundo tem. (Quem me dera.. que utópico estás tu hoje.)
super-non-super-Selfish: Pensavas k era arrogante?(Estava mesmo à espera da pergunta)
Queen4aday: Há tantas diferenças nas escolas do país. É o velho cliché, mas continua na mesma. (Sou uma sortuda em viver na cidade)
Beijos a todos**
A porta impaciente
Uma hora.. duas horas... três. Uma noite e um dia.
Fechei a porta e mal virei costas ouvi um bater ensurdecedor na madeira inteligente.
Não eras tu. Era apenas a notícia de que nunca mais voltarias.
Não.. não morreste.
Eu é que não esperei o suficiente.
O Espelho
Era o meu nome!
A Substância
Arranhando todos os meus pensamentos, corroendo o meu passado/presente e futuro, não vejo nada, caí...
Pareciam anos naquele abismo escuro, onde não conseguia respirar, aquela pressão não me deixava libertar os pensamentos
Parecia que me estavam a roubar todos os bocados de memória que tinham restado da minha vida
Não me conseguia mexer...não sabia como o fazer nem que o queria fazer
Não me conseguia lembrar...não sabia porquê o haveria de fazer nem como
Não conseguia pensar...
Estava preso neste vazio, que Horror!!!!!!
...
É no momento que sinto qualquer coisa...algo bate...o meu coração!
Começo a sentir algo que me corre nas veias a uma velocidade tal, como se estivesse parado há anos, incrivel...
Como é que nunca me apercebi, sinto um formigueiro nos meus braços...mas é agradável ao mesmo tempo
As minhas pernas...estão frenéticas, começo a sentir um formigueiro na cabeça
Começa tudo a ficar mais claro, já vejo...
O alivio................................................
Controvérsias
Ee bateu á minha porta e como toda a gente não me apercebi ...
O desejo era mais forte, a paixão doentia e o amor que me atormentava foi parilhado com a pessoa amada, com quem nos enche as medidas. É assim é acontece o amor puro no estado quase animalesco, selvagem mas é assim que nos sentimos bem até que ... o azar entra e então acontece o que não devia. Fazer amor tornou-se no verdadeiro terror: passou do puro prazer ao desespero .
Começamos a pensar no futuro e aparece o pensamento que vamos ter um filho nos braços a choramingar, a chamar-nos mamã , papá... e essa criança não tem culpa nenhuma de existir apenas os pais que se entregaram demasiado ao amor que sentiam .
Mas o problema de maior não é esse mas sim as idades , a vida ,a falta de coragem para assumir os erros, a irresponsabilidade, o sentimento de culpa que vai nascendo.
E depois põe-se a hipótese do aborto mas deitar a perder uma criança, um ser vivo que tem todo o direito de viver e não vai viver por culpa dos pais, por culpa do amor.
Amor esse que a devia receber de braços abertos, amor esse que não devia destruir, mas apenas construir.
É triste e agonizante passar noites e noites a pensar nisto. Chorar pensando que um acto pode complicar tanto a nossa vida, que depois no fundo poderá apenas ser um atraso, um problema hormonal, um alarme falso...(...)
O prazer pode tornar-se no nosso pior pesadelo, no nosso pior susto, uma coisa que nunca mais vamos querer repetir..."
My little world.................( )
Nameless
Liberdade é a maior prisão... cliché ou realidade?
foto cedida por dave
Pânico vindo do nada
Até que o corpo dorme, e tudo passa.
Prenúncio
Sentei-me num canto, embrulhada a um cobertor pelo frio que ainda vinha do abismo, ainda via o meu sentir pensante, e chorava por ele. Tu chegaste, dobraste o teu corpo para me conseguires olhar nos olhos sem esforço. Rimos, brincámos noutra dimensão transmitida pelo olhar. Abandonámos os corpos por segundos eternos, e quando regressámos tinhamos os lábios sequiosos. Um impulso, um sentimento, um beijo leve e eterno. Abrimos os olhos ainda colados e vi que era um prenúncio.
Pensámos e fomos expulsos. Retornados para o abismo inicial. Lá, um velho barrigudo olhava para o nada e chorava invisivelmente. Estava sentado numa cadeira de praia, mais um que via o mar...
Éramos três num areal só nosso, eu-eu, eu-frustrado, eu-glorioso.
Que procuro?

foto de Carlos Carreto
Ouço uma voz ao longe, numa gargalhada discreta e mentirosa. Ouço com atenção o que ela me transmite, até que o eco se esvaneça pelo ar que respiramos.Vejo uma imagem muda, de um antigo pedido de complacência, com o qual ainda sonho.
Sinto o olhar indeciso e trémulo de outrem que me fascina.
Ænema
Some say we'll see armageddon soon. I certainly hope we will.
I sure could use a vacation from this bullshit three ring circus sideshow of Freaks
here in this hopeless fucking hole we call LA
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Fret for your figure and
Fret for your latte and
Fret for your hairpiece and
Fret for your lawsuit and
Fret for your prozac and
Fret for your pilot and
Fret for your contract and
Fret for your car.
It's a bullshit three ring circus sideshow of freaks
here in this hopeless fucking hole we call LA.
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Some say a comet will fall from the sky.
Followed by meteor showers and tidal waves.
Followed by faultlines that cannot sit still.
Followed by millions of dumbfounded dipshits.
Some say the end is near. Some say we'll see armageddon soon.
I certainly hope we will cuz I sure could use a vacation from this
Silly shit, stupid shit...
One great big festering neon distraction, I've a suggestion to keep you all occupied.
Learn to swim.
Mom's gonna fix it all soon. Mom's comin' round to put it back the way it ought to be.
Learn to swim.
Fuck L Ron Hubbard and Fuck all his clones. Fuck all those gun-toting Hip gangster wannabes.
Learn to swim.
Fuck retro anything. Fuck your tattoos. Fuck all you junkies and Fuck your short memory.
Learn to swim.
Fuck smiley glad-hands With hidden agendas. Fuck these dysfunctional, Insecure actresses.
Learn to swim.
Cuz I'm praying for rain and I'm praying for tidal waves I wanna see the ground give way.
I wanna watch it all go down.
Mom please flush it all away.
I wanna watch it go right in and down.
I wanna watch it go right in.
Watch you flush it all away.
Time to bring it down again.
Don't just call me pessimist. Try and read between the lines.
I can't imagine why you wouldn't
Welcome any change, my friend. I wanna see it all come down. suck it down. flush it down.
thank U
Debaixo da língua e na ponta dos dedos
O meu avatar... foi um cromo que tirou uma foto dentro do carro,
Sinceridade said:
um português que não faz nada.
Sinceridade said:
(...) o cromo que tirou a foto fui eu.
Mentira said:
Não gosto de fotos minhas,
Mentira said:
estranhamente só gosto daquelas em que não pareço eu.
Sinceridade said:
Estranho...
Sinceridade said:
Eu já tive menos auto-estima.
Mentira said:
Todos nós temos fases: eu desde há uns meses estou quase que como num patamar acima do carnal...
Mentira said:
Gosto de mim, sinto o "poder" que tenho...
Sinceridade said:
Mas não me parece que seja apenas uma fase, até porque continuo a não ter auto-estima.
Mentira said:
Se pudesses mudar... mudavas?
Sinceridade said:
Sim.
Mentira said:
Mas tudo está nas tuas mãos : se queres mudar, podes mudar.
Sinceridade said:
É dificil uma pessoa mudar, pois és sempre tu.
Sinceridade said:
não mudas assim sem mais nem menos...voltas sempre ao normal porque simplesmente não estavas a ser tu.
Sinceridade said:
Principalmente quando psicológicamente a pessoa já está estável, já está formada...
Mentira said:
É claro que toda a gente tem traços que não mudam...
Mentira said:
Há quem chame de personalidade, eu chamo comodismo.
As quatro paredes do meu quarto-I
"Segredos são beijos ternos que suavemente se segredam ao ouvido a quem nós queremos que nos conheçam e nos amem...
Poemas são o mar da vida que derramamos no papel,
como a onda que beija a praia em que
nos confessa seus amores em cada maré.
E como o oceano vivemos entre algumas
tempestades e calmia , seremos felizes portanto
apenas por navegar , porque só quando chove
e faz sol vemos o arco-irís feito muitas vezes
com a água das nossas próprias lagrimas e com
o brilho do sol que todos trazemos na alma..."
Carlos(O cantinho dos segredos)
Roubando a identidade alheia
Tenho uma necessidade intrínseca de me expressar, mas desta vez de forma minha. Cansei-me de plagiar os sentimentos, falavras, euforias e comportamentos de outrem. Não sou Krip para conseguir expressar a minha sinestesia de forma completa e inovadora. Muito menos serei mylostwords, transmitindo anarquicamente a realidade chocante e dolorosa. Death_angel? Nunca soube mostrar com sentimento o que vejo, as minhas mãos são incoerentes nesse processo. Queria conseguir encontrar o fio condutor por dicionários e raciocínios. Perdoem-me, mas não sou OpenMind. Tento por vezes ser irreverente, enganar os olhares com verdades, mas sou uma cópia barata de Rêverie 7. Gostava de ser imaginativa como Dark-Templar, e mais uma vez o "mas"...

Escrevo apenas o que sou, e deste modo sou o que escrevo. Falem, critiquem, ignorem... eu gosto =)
Não consigo adormecer...
Deep water
Som das profundezas
De novo o semáforo abre: os gritos regressam à superfície e os sorrisos falsos e feios das gentes regressam. A guerra continua, assim como o banho de sangue a que me sinto exposta. Lá à frente, abençoados pelo senhor sol encontram-se novas dimensões vindas do interior da terra.
Os olhos críticos dos velhos do Restelo chamam-lhe Vozes do Diabo, em contraste com as mentes dissipadas no acontecimento, que lhe chamam de música.

