quando ainda somos poéticos numa cobertura de betão.
ridículos?
(Sorrio e nego com a cabeça)
Pausa
Façamos uma pausa no blog. Só para comunicar a minha alegria extrema de saber que a minha cunhada está de bebé, e que vou ser tia :D
Parabéns ao meu manusco :D
Aweeee
Parabéns ao meu manusco :D
Aweeee
Ao Krip, do Caneta sem Tinta
É com alguma tristeza que vejo um blog como o "Caneta sem tinta" admitir o seu fim. Através do seu autor, conheci uma infinidade de pessoas que hoje me fazem sorrir, apr(e)endi palavras e ideias, emocionei-me, entristeci, sorri, revoltei-me, senti.
G*, meu querido amigo imaginário. Ainda te lembras quando passámos horas a dizer mal do mundo? Foram poucas, comparadas com as que ganhámos em apontar defeitos um ao outro. Tornámo-nos em dois animais desenhados por crianças, rolámos na relva, insultámo-nos, fingimos, amámos como quem ama uma borboleta que nos atravessa o caminho na cidade. Fizeste as malas, mas não quero que partas (ainda).
Lembra-te que me deves o Omnia Mutantur em papel.
Lembra-te dos 'foolish games'.
Lembra-te de tudo o que fingimos lembrar-mo-nos.
Lembra-te que deixámos de ser crianças.
Lembra-te do nosso filme preferido.
Lembra-te de teres andado com o meu saco um dia inteiro.
Lembra-te de teres lido "A Aparição".
Lembra-te das perguntas e das não-respostas.
Lembra-te da "fotologoesfera".
Lembra-te que temos uma fotografia juntos.
Lembra-te que conheci quem me roubou o coração através de ti.
Lembra-te da minha insistência no número 9.
Lembra-te do presente que me deste.
Lembra-te de Lilith.
Lembra-te das coisas sem sentido.
Lembra-te que me contrariaste milhões de vezes até nos conhecermos.
Lembra-te que sabemos o nome completo e data de nascimento um do outro.
Lembra-te que tinhas razão.
Lembra-te de momentos e memórias.
Lembra-te de coisas que ainda não sabes.
Lembra-te da importância das tuas palavras para mim, para o mundo.
Mas não me lembres, parte.
G*, meu querido amigo imaginário. Ainda te lembras quando passámos horas a dizer mal do mundo? Foram poucas, comparadas com as que ganhámos em apontar defeitos um ao outro. Tornámo-nos em dois animais desenhados por crianças, rolámos na relva, insultámo-nos, fingimos, amámos como quem ama uma borboleta que nos atravessa o caminho na cidade. Fizeste as malas, mas não quero que partas (ainda).
Lembra-te que me deves o Omnia Mutantur em papel.
Lembra-te dos 'foolish games'.
Lembra-te de tudo o que fingimos lembrar-mo-nos.
Lembra-te que deixámos de ser crianças.
Lembra-te do nosso filme preferido.
Lembra-te de teres andado com o meu saco um dia inteiro.
Lembra-te de teres lido "A Aparição".
Lembra-te das perguntas e das não-respostas.
Lembra-te da "fotologoesfera".
Lembra-te que temos uma fotografia juntos.
Lembra-te que conheci quem me roubou o coração através de ti.
Lembra-te da minha insistência no número 9.
Lembra-te do presente que me deste.
Lembra-te de Lilith.
Lembra-te das coisas sem sentido.
Lembra-te que me contrariaste milhões de vezes até nos conhecermos.
Lembra-te que sabemos o nome completo e data de nascimento um do outro.
Lembra-te que tinhas razão.
Lembra-te de momentos e memórias.
Lembra-te de coisas que ainda não sabes.
Lembra-te da importância das tuas palavras para mim, para o mundo.
Mas não me lembres, parte.
Ab irato
Tenho pesadelos como as crianças;
e não me sei rir deles, como as crianças.
Aconchego-me no teu corpo e peço protecção, como as crianças.
Evito chorar com medo de piorar, como fazia em criança.
Mas cresci, como as crianças.
E ainda rebolo na cama sem sono,
mas já não chamo pela mãe.
Já tenho mais anos-luz que dedos nas mãos,
sei escrever há tempo de mais para me lembrar de quando aprendi.
(como gostava me recordar de tentar pegar num lápis com o desajeito que me é intrínseco)
O cabelo escureceu,
tornei-me num pseudo-camaleão armado em poeta.
Já me sinto responsável - e já me doem as costas por isso.
e não me sei rir deles, como as crianças.
Aconchego-me no teu corpo e peço protecção, como as crianças.
Evito chorar com medo de piorar, como fazia em criança.
Mas cresci, como as crianças.
E ainda rebolo na cama sem sono,
mas já não chamo pela mãe.
Já tenho mais anos-luz que dedos nas mãos,
sei escrever há tempo de mais para me lembrar de quando aprendi.
(como gostava me recordar de tentar pegar num lápis com o desajeito que me é intrínseco)
O cabelo escureceu,
tornei-me num pseudo-camaleão armado em poeta.
Já me sinto responsável - e já me doem as costas por isso.
Confissão
Talvez o meu maior erro seja não me saber expressar, de modo a que os outros percebam o que desde sempre percebi; pois fico sempre na esperança que a maioria das pessoas me perceba sem que tenha de falar.
Nado não vivo
As palavras são ridículas
Verdes, podres.
Tuas.
Envergonhas o chão que pisas,
mostras-te o que não és.
Metes nojo aos transeuntes,
enojas-te a ti próprio.
És mendigo de ti mesmo,
és um pedinte de nenhures.
E carregas a ingenuidade tórrida de um corpo asqueroso
que oferece náuseas ao mais rico homem.
E gritas que és sem o ser,
mas na verdade nunca foste,
nem sequer na ultima garrafa de vinho barato que deglutiste,
e muito menos nalgum olhar que ofereceste.
Consola-te pobre cego, que mesmo a ver não deixas de o ser.
Embriaga-te em sonhos e ilusões,
veste roupas largas e goza com anões,
vive na vontade de morrer!
Mas na tua lúcubre visita à terra,
o escuro alcatrão que calcaste
não passa de uma farsa de que te apropriaste.
Convence-te pobre porco,
que quem te julga com tamanho nojo como eu,
nunca será tão odiado como és!
Nesse teu ínfimo mundo azul,
ao qual olhas com prazer...
sem nunca teres chegado a nascer.
Verdes, podres.
Tuas.
Envergonhas o chão que pisas,
mostras-te o que não és.
Metes nojo aos transeuntes,
enojas-te a ti próprio.
És mendigo de ti mesmo,
és um pedinte de nenhures.
E carregas a ingenuidade tórrida de um corpo asqueroso
que oferece náuseas ao mais rico homem.
E gritas que és sem o ser,
mas na verdade nunca foste,
nem sequer na ultima garrafa de vinho barato que deglutiste,
e muito menos nalgum olhar que ofereceste.
Consola-te pobre cego, que mesmo a ver não deixas de o ser.
Embriaga-te em sonhos e ilusões,
veste roupas largas e goza com anões,
vive na vontade de morrer!
Mas na tua lúcubre visita à terra,
o escuro alcatrão que calcaste
não passa de uma farsa de que te apropriaste.
Convence-te pobre porco,
que quem te julga com tamanho nojo como eu,
nunca será tão odiado como és!
Nesse teu ínfimo mundo azul,
ao qual olhas com prazer...
sem nunca teres chegado a nascer.
T Dois
Olho a moldura de letras que na minha frente se apresenta mais uma vez. Delineio os seus traços como se fosse a primeira vez que escrevia publicamente. Um pedaço de vidro partido que por momentos desvia a atenção das minhas palavras, uma ambulância que chega. Reparo mais uma vez nas frases escritas nas mesas alvas na minha frente em jeito de heresia, revolta contra o invisível, expressão da violência de uma aprendizagem voluntária que hoje em dia é obrigatória. Desvio o meu olhar por momentos para uma frase dita por um colega, troco um olhar de cumplicidade amargo. Nas ondulações de humanos que na minha frente escrevem frenéticamente sem que sejam dominados pela minha diletância, ou mesmo inércia. Perco-me do raciocínio que o enforcado na frente apresenta, e disperso-me no meu pensamento enquanto olho a luz imunda que pelas vidraças imediatamente atrás do meu sítio embebe o ambiente de sorrisos de indiferença. Arrepio-me de pensar nas doenças que atrás do meu meio se cultivam. Ali, tratam-se pessoas por números como bestas infectadas. Aqui, ouvem-se raciocínios falaciosos e rolam canetas em papéis já cheios de tinta ilegível. E tudo se funde numa morte intelectual, um assassínio da vontade humana de saltar pela janela e voar até casa para me acolher nos cobertores com quem se ama e protege. Recosto-me na cadeira e disfruto do cheiro doce da tinta que se espalha pelo meu caderno diário. Deixo pender a cabeça num momento de preguiça, delego a tua visão no tecto. Sorrio ao imaginar a possibilidade de alguém abaixo de mim faz o mesmo.
Rapto
(Se possível, ao som de "The Outsider - A Perfect Circle")
Corro o vidro de modo a poder sentir o ar da madrugada na face. E como é cortante a forma subtil que as naturezas encontram para nos fazer sentir dentro de um filme. O gelo que seca a pele da minha face rosada pede-me um fechar de olhos no intuito de absorver o momento.
Concedo o seu desejo, e sinto o calor das baixas temperaturas, embrulhada num manto de sonolência cada vez mais cómodo. Se lhes pudesse tocar as gargalhadas inocentes e puras, que soltam sem dar conta, talvez o toque se assemelhasse a veludo amarrotado.
A viagem ainda não tinha terminado. O corpo de alguns pedia néctar, mas eu preferi contemplar a pré-histórica roda enquadrada num desenvolvimento avassalador, cortado aos poucos pelo vento que apenas eu conseguia ver.
Deixei-me adormecer no aconchego de um amigo-revelação. E apesar de ter sido o seu ferveroso cheiro a adormecer-me, a minha mente estimulava-se com o perfume de outro - a quem eu realmente pertenço. E não há nada mais atordoante que adormecer na velocidade do tempo, com o perigo à espreita em qualquer faixa de rodagem contrária ao nosso caminho, mas nada mais agradável que acordar com uma voz sorridente, envolta num regresso a casa.
Penetro a chave minha fechadura, retiro o diário da minha gaveta, recolho-me, penso em ti por segundos. Apago-me por breves horas.
(Apenas lamento o facto de a minha tosca transcrição de emoções ser cega. Contudo, é agradável saber que nem tudo o que se vive pode ser intelectuado.)
A viagem ainda não tinha terminado. O corpo de alguns pedia néctar, mas eu preferi contemplar a pré-histórica roda enquadrada num desenvolvimento avassalador, cortado aos poucos pelo vento que apenas eu conseguia ver.
Deixei-me adormecer no aconchego de um amigo-revelação. E apesar de ter sido o seu ferveroso cheiro a adormecer-me, a minha mente estimulava-se com o perfume de outro - a quem eu realmente pertenço. E não há nada mais atordoante que adormecer na velocidade do tempo, com o perigo à espreita em qualquer faixa de rodagem contrária ao nosso caminho, mas nada mais agradável que acordar com uma voz sorridente, envolta num regresso a casa.
Penetro a chave minha fechadura, retiro o diário da minha gaveta, recolho-me, penso em ti por segundos. Apago-me por breves horas.
(Apenas lamento o facto de a minha tosca transcrição de emoções ser cega. Contudo, é agradável saber que nem tudo o que se vive pode ser intelectuado.)
De(In)dicado
Tu és todos os sons
De todo o silêncio,
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
[Pedro Abrunhosa -Como uma ilha]
De todo o silêncio,
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
[Pedro Abrunhosa -Como uma ilha]
Injustiça
Um dia descobri porque as palavras carregadas de angústia me deixam um gosto mais duradouro na boca que as palavras felizes.
Talvez porque a felicidade faz o tempo correr.
Talvez porque a felicidade faz o tempo correr.
Eternidade espontânea
Chegar a casa de madrugada, e sentir que fizemos alguém rir.
Escrever no escuro, mesmo que sejam traços sem sentido.
Manter o pensamento acordado, mesmo que os olhos não o peçam.
Encontrar truques para a má memória do mundo, mesmo sabendo que há coisas que se esquecem.
Alimentar uma escrita feroz para próprio gozo, sabendo que ninguém a vai ler.
Ver uma cidade dormente, e pensar apenas numa pessoa.
Sentir a alma cheia, quando à tua volta apenas existe o vazio de cores que nunca tu construiste.
Deixar a velocidade nos trespassar o corpo, contrariando o tempo que nos apodrece.
Esboçar um sorriso por estarmos vivos, enquanto todos à nossa volta são abatidos um por um.
Jogar mal por falta de jeito, e rir por derrota da forma mais verdadeira.
Notar que alguém nos nota, mesmo que seja por uma segundo efémero.
Sentir que do outro lado do rio está alguém que nos cuida, mesmo que a saudade aperte.
Ingerir alimentos pouco saudáveis a meio da noite, só pelo gozo da companhia.
Lançar sorrisos irónicos falsos, esconder uns verdadeiros.
Jogar um pouco na mente durante o dia, esquecer tudo na noite.
Enfrentar a noite num rasco de vontade, mesmo com medo de tonturas.
Ter a roupa cravada de cheiro dos bares, sabendo que os nossos pulmões não se lavam na máquina.
Lançar uma palavra de aconchego a uma mente ainda irracional.
Rir ao acaso.
Escrever no escuro, mesmo que sejam traços sem sentido.
Manter o pensamento acordado, mesmo que os olhos não o peçam.
Encontrar truques para a má memória do mundo, mesmo sabendo que há coisas que se esquecem.
Alimentar uma escrita feroz para próprio gozo, sabendo que ninguém a vai ler.
Ver uma cidade dormente, e pensar apenas numa pessoa.
Sentir a alma cheia, quando à tua volta apenas existe o vazio de cores que nunca tu construiste.
Deixar a velocidade nos trespassar o corpo, contrariando o tempo que nos apodrece.
Esboçar um sorriso por estarmos vivos, enquanto todos à nossa volta são abatidos um por um.
Jogar mal por falta de jeito, e rir por derrota da forma mais verdadeira.
Notar que alguém nos nota, mesmo que seja por uma segundo efémero.
Sentir que do outro lado do rio está alguém que nos cuida, mesmo que a saudade aperte.
Ingerir alimentos pouco saudáveis a meio da noite, só pelo gozo da companhia.
Lançar sorrisos irónicos falsos, esconder uns verdadeiros.
Jogar um pouco na mente durante o dia, esquecer tudo na noite.
Enfrentar a noite num rasco de vontade, mesmo com medo de tonturas.
Ter a roupa cravada de cheiro dos bares, sabendo que os nossos pulmões não se lavam na máquina.
Lançar uma palavra de aconchego a uma mente ainda irracional.
Rir ao acaso.
Momento
Há sons, que pelo seu apelo ingénuo à infância, me levam para planos já esquecidos no tempo.
Passaram dez anos desde que não tenho por cima da minha cama uma casinha com dois ursos, um grande, outro pequeno. Os dois vinham à janela alternadamente ao som de uma melodia que me sempre foi familiar. Não era um som de uma comum caixa de música, mas algo mais secreto, que transmitia segredos à minha imaculada mente, assim como afastava os fantasmas toscos dos meus sonhos irreais. Era especial, porque o urso pequeno sempre me fazia ficar triste. Era pequeno, era insignificante, era eu enquanto respirava numa casa de adultos, sentindo que eu era tosca. Por isso, nunca abraçava, nunca dizia que gostava de alguém. Era rude, para que me conseguisse sentir o urso maior, mais sedutor, sem aquele choro de anjo.
Passaram dez anos desde que não tenho por cima da minha cama uma casinha com dois ursos, um grande, outro pequeno. Os dois vinham à janela alternadamente ao som de uma melodia que me sempre foi familiar. Não era um som de uma comum caixa de música, mas algo mais secreto, que transmitia segredos à minha imaculada mente, assim como afastava os fantasmas toscos dos meus sonhos irreais. Era especial, porque o urso pequeno sempre me fazia ficar triste. Era pequeno, era insignificante, era eu enquanto respirava numa casa de adultos, sentindo que eu era tosca. Por isso, nunca abraçava, nunca dizia que gostava de alguém. Era rude, para que me conseguisse sentir o urso maior, mais sedutor, sem aquele choro de anjo.
Rio-me desse tempo em que a minha prima preferida tinha 70 anos e eu já a achava velha. Hoje tem 80 e essa velhice já me passa ao lado, mas fico sempre com a necessidade de a ter conhecido em jovem, pois parece que antes de eu existir, ela não existia, ou pelo menos em mim não o faria. Serão menos 62 anos de lembrança dela gravada na minha memória, que ingrato.
Sei que quando pessoas que me agitam a memória morrem, eu sinto-me um pedaço mais perto da atitude deles aquando da minha infância. E solto sempre um tímido sorriso ao pensar que poderei ser 20 anos na mente de alguém, tendo eu vivido 50. Sorrio mais ainda quando imagino um filho meu a imaginar-se estranho pela minha atitude ao vê-lo chorar pelo urso pequeno.
141
Quero aconchegar-me em ti
Adormecer com as tuas festas
Chorar no teu ombro quando me apetecer...
Eu aconchegar-te com ternura e carinho
limpar as tuas lágrimas e sussurrar ao teu ouvido aquilo q precisas de ouvir no momento
aproveitar um abrir de olhos nocturno teu, para roubar um beijinho e voltar a aconchegar-nos
gosto de ti
pelo que és
pelo que me fazes ser.
(sem que eu o peça)
foto de R*
Adormecer com as tuas festas
Chorar no teu ombro quando me apetecer...
Eu aconchegar-te com ternura e carinho
limpar as tuas lágrimas e sussurrar ao teu ouvido aquilo q precisas de ouvir no momento
aproveitar um abrir de olhos nocturno teu, para roubar um beijinho e voltar a aconchegar-nos
gosto de ti
pelo que és
pelo que me fazes ser.
(sem que eu o peça)
foto de R*
Crime
Corta-se o cordão umbilical com toda a pressa para que ninguém veja o crime.
Larga-se o ser mudo numa qualquer esquina. Aprende a falar num instante.
Luta para que não lhe doa a partida de que não toma sentido.
E ingénuo espera que o busquem.
E ingénuo espera na esquina que o crime o abrace.
E não sabe que o cordão umbilical lhe foi cortado.
E aprende a falar.
Um ser que nunca falou o mesmo dialecto.
E grita.
Por fim, grita.
por mylostwords
Larga-se o ser mudo numa qualquer esquina. Aprende a falar num instante.
Luta para que não lhe doa a partida de que não toma sentido.
E ingénuo espera que o busquem.
E ingénuo espera na esquina que o crime o abrace.
E não sabe que o cordão umbilical lhe foi cortado.
E aprende a falar.
Um ser que nunca falou o mesmo dialecto.
E grita.
Por fim, grita.
por mylostwords
Duo em uníssono
GUILHERME
significa: o que protége
significa: o que protége
Gaguejo por entre os teUs suspiros aInda entrelaçados nas tuas palavras. Lança-as mar, queremo-las quando chegarem a Hipérboles na margem, mesmo que inúteis, mesmo que as absorvamos como antes. Estórias de encantar, barafundas de falsas emoções - são tuas sem o ser. Remata a tua existência com conselhos inúteis (como este), que tanto gostas de dizer que não gostas. Mais que seres o que és, não és o que dizes ser, muito menos o que te contradizes na tentativa de o fazer. Não és, meio do que dizes gostar, claramentE.
(dedicado)
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