e se
no dia em que
o mundo acabasse
tivesses planeado o amanhã ?
Duo em uníssono
GUILHERME
significa: o que protége
significa: o que protége
Gaguejo por entre os teUs suspiros aInda entrelaçados nas tuas palavras. Lança-as mar, queremo-las quando chegarem a Hipérboles na margem, mesmo que inúteis, mesmo que as absorvamos como antes. Estórias de encantar, barafundas de falsas emoções - são tuas sem o ser. Remata a tua existência com conselhos inúteis (como este), que tanto gostas de dizer que não gostas. Mais que seres o que és, não és o que dizes ser, muito menos o que te contradizes na tentativa de o fazer. Não és, meio do que dizes gostar, claramentE.
(dedicado)
O cheiro não cadastrável
És porque não me és.
És sem o ser.
Deixas de o ser quando não peço.
Interpretas-me.
A tua voz, o teu carinho não é mais que uma efémera amostra.
Do que sinto quando te sinto, nada é explicável.
Amor? Que seja, que sejas. Gosto.
De ti, de mim.
(pausa)
(parágrafo sem o ser.)
És sem o ser.
Deixas de o ser quando não peço.
Interpretas-me.
A tua voz, o teu carinho não é mais que uma efémera amostra.
Do que sinto quando te sinto, nada é explicável.
Amor? Que seja, que sejas. Gosto.
De ti, de mim.
(pausa)
(parágrafo sem o ser.)
O verde e o vermelho
(Conheces a letra da "Enjoy the silence"?)
O abstraccionismo geométrico comporta-se da mesma forma: o conjunto de cores que se vê na estação das Olaias, que foram pintadas de forma arbitrária, não transmitem, tal como as palavras, nada de palpável. É a sensação que tens, que lhe dá o valor. (...) Ainda pensei que o Krip lá chegasse, mas nem ele. Pensou que se devesse à calmaria da estação. Muitas vezes perdemo-nos em interpretações . (...) Daí gostar dos teus textos mais recentes: a forma curta e directa esconde mais que os meus (maus) textos que ninguém compreende. É isso que gosto, fazes-te compreender, não usas jogos de conhecimentos elitistas que por vezes eu faço: as tuas palavras chegam a qualquer pessoa. (...) De facto já me disseram que cresci na escrita... que tenho uma espécie de escrita inteligente... mas tu tendes a não ter noção enquanto escreves, é-te intrínseco. É como quando aprendes a andar de bicicleta: já não pensas, andas e desenvolves os truques (é mais ou menos isso). Mas sobretudo é uma Paixão Muito Grande.. talvez a Maior que tenho na vida... e claro que fico extremamente feliz por saber que pessoas como tu, que também admiro pela sua forma de escrever, me dêem críticas tão magníficas... Se queres que seja sincera, mas minhas palavras não funcionam. Num texto expositivo-argumentativo, sou capaz de escrever à mercê das ideias mais loucas que me surjam. Confio na minha forma de arrojar conceitos completamente básicos. Mas a nível mais poético, falta-me sabor. Ou talvez dor. A tua balança de escrita tende mais para uma faceta métrica. Sim.. de facto tens outra abordagem na escrita, tens um tipo de escrita mais arrumado. (...) Eu tenho uma relação diferente com as palavras: uso-as. Já tu, preferes mantê-las. Mantenho. Pode parecer surreal e incompreensível para muitos.. mas tenho de escrever. Tenho de. Mesmo. Aprendi a viver assim.. cresci assim.. e nisto vou-me. Está bem, boa Noite. E não esmoreças na escrita. porque também tu.. sabes o que escreves.. e faze-lo bem.. Tenho dias, poucos...
(Quando três pessoas conversam interpoladamente, o resultado torna-se curioso. Talvez sejam nelas que mais consigo mostrar o que posso. Escrever de mim para mim tira-lhe o gostinho a que estamos habituados. A ti, Musa. A ti, Surpresa.)
(Quando três pessoas conversam interpoladamente, o resultado torna-se curioso. Talvez sejam nelas que mais consigo mostrar o que posso. Escrever de mim para mim tira-lhe o gostinho a que estamos habituados. A ti, Musa. A ti, Surpresa.)
Ligações frutíferas
Há quem chore por ti,
Eu sorrio contigo.
Há quem eu ache falso,
Nada é verdadeiro o suficiente para o poder ser.
Há quem faça dieta,
Eu como chocolate.
Há quem queira beber,
Eu tenho dias.
Tenho dias que ouço sons rudes,
Outros que estou surda com o meu próprio som.
Há dias que a vida não muda,
Noutros ela deixa de existir.
Há quem ame o surrealismo.
Eu gosto do abstraccionismo geométrico.
O "João" é a estação do metro "Parque",
Eu preferia ser "Olaias".
Tenho segundos que me acho inflexível,
Outros sou a mais cega crente.
Há dias que tento,
Outros ganho.
Hoje gritei com pessoas,
Amanhã posso querer chorar no ombro delas.
Hoje quero o que quer que possa querer,
Nem que seja uma palavra doce vinda de alguém.
Hoje sou gregária porque gosto,
amanhã sou gregária porque me é intrínseco.
Eu sorrio contigo.
Há quem eu ache falso,
Nada é verdadeiro o suficiente para o poder ser.
Há quem faça dieta,
Eu como chocolate.
Há quem queira beber,
Eu tenho dias.
Tenho dias que ouço sons rudes,
Outros que estou surda com o meu próprio som.
Há dias que a vida não muda,
Noutros ela deixa de existir.
Há quem ame o surrealismo.
Eu gosto do abstraccionismo geométrico.
O "João" é a estação do metro "Parque",
Eu preferia ser "Olaias".
Tenho segundos que me acho inflexível,
Outros sou a mais cega crente.
Há dias que tento,
Outros ganho.
Hoje gritei com pessoas,
Amanhã posso querer chorar no ombro delas.
Hoje quero o que quer que possa querer,
Nem que seja uma palavra doce vinda de alguém.
Hoje sou gregária porque gosto,
amanhã sou gregária porque me é intrínseco.
Magia
Pergunto-me como seria possível escrever um texto sem nunca repetir uma única palavra.
Respiro.
Respiro.
O (interno) sorriso
Há sons que o corpo provoca quando o silêncio da alma é grande. Há outros que só se ouvem de verdade quando estamos com quem queremos.
Para cima
"Nós nunca controlamos nada. A Sr.Vida condena-nos, vangloriza-nos como calha"
A propósito, esta frase altamente destruidora de tudo o que somos, engrandece-me. Dá-me vontade de levantar a cabeça, de dizer que posso e consigo. Há um ano atrás não era metade do que sou hoje. E por mais que fique triste por vicissitudes e acasos, terei sempre uma mudança em mente, uma porta aberta, uma solução vigente. Ainda estou cega com a luz que me invadiu por minha escolha, ainda choro por alegrias e tristezas porque nunca havia chorado. Mas agora, enquanto crianças nascem, eu faço o mundo um pouco melhor: vivo.
O cheiro do som
És no meu pulso
(vermelho e negro)
Somos num coração
(vermelho e negro)
Somos num coração
(és num eco eterno)
Sorrimos na mais alta degradação do planeta,
mas na maior capacidade de ser repleto de prendas interiores.
(cartas e mais cartas de amor)
Sou-te nunca deixando de me ser.
(amo)
Sorrimos na mais alta degradação do planeta,
mas na maior capacidade de ser repleto de prendas interiores.
(cartas e mais cartas de amor)
Sou-te nunca deixando de me ser.
(amo)
O lugar do teu olhar
E no meio da brincadeira, no meio da falha em que surge o som enebriante, foge o meu sonho por entre os dedos, querendo chegar onde não se chega. As riscas coloridas do céu confundem-se com o tracejado da ligação, e mesmo assim deixo-me invadir pelas palavras inutéis, e pensamentos decorados para efeitos audíveis. Foge de mim, corre para a outra margem. Quero-te, tenho-te, não te tenho, fugiste, tenho-te de novo. As folhas caídas que surripam nestes patamares soltos em terra de ninguém prendem o olhar veloz dos transeuntes. E eu, que conheço as pedras como as paredes do meu quarto, deixo-me desconhecer o que havia bem conhecido, para te sentir, para te ser, para te amar. A recordação da obcessão por um tal de azul não foi mais que um cinzento com aroma a sangue. O corte triste de uma alma pérfida ausentou-se por completo. E aqui, a minha velocidade de pensamentos corre como nunca. Foge grita, sente, anda, percorre, salta, deixa-se cair...
Padrão
Gosto de sentir a cor das paredes quando o céu está azul. Gosto ainda mais da ausência das primeiras na presença do segundo. Quando as paredes já me cumprimentavam, numa tarde anoitecida, pegámos na coragem fraca, fugimos pela janela do reflexo e saltámos para o patamar proibido- branco, inseguro, gratificante. O fumo da ausência de luz real apagava todas as que se moviam lá em baixo. Os carros com trabalhadores carregados de pressa, as ruas iluminadas pelo alcatrão efémero, o combóio ajudante do ambiente seco. E lá no cimo, nada mais que o negro infinito. Que senti? Poder de me mostrar verdadeira, como faço agora, contigo. O grande abraço que o negro superior me havia subtilmente oferecido foi acolhido pela luz de um olhar claro e tentador, que me provocou no primeiro segundo. Quero assumir-te ao negro ausente, ficar-te e ser-te quando me quiseres ser. És real como nunca haviam sido, minha estrela oferecida, meu gemido gritante, meu sentimento pleno e cortante. O teu beijo no centro do carinho, os lençóis ausentes na sua inutilidade, o teu calor, o meu carinho, o teu olhar, o meu toque, o teu sorriso, o meu sentimento, o meu calor, o teu toque, o pleno, a dor, o amor, o carinho, o arrepio, o auge, a tua capacidade de amar, o meu sorriso de prazer, as estrelas, o anoitecer...
Toque
Aconteceu.
Ri, riste-te, sorrimos.
Olhaste, olhei, olhámo-nos.
Acenei, tocaste, parámos.
Olhei o céu, olhaste as estrelas, deixámos de ver.
Fechámos os olhos sedentos, aproximámos o bater do coração.
Sussurraste-me, sussurrei-te, fundimo-nos.
Fomos num beijo, num sorriso, numa tarde.
Sou. És. Talvez sejamos.
Sentes-me?
Ri, riste-te, sorrimos.
Olhaste, olhei, olhámo-nos.
Acenei, tocaste, parámos.
Olhei o céu, olhaste as estrelas, deixámos de ver.
Fechámos os olhos sedentos, aproximámos o bater do coração.
Sussurraste-me, sussurrei-te, fundimo-nos.
Fomos num beijo, num sorriso, numa tarde.
Sou. És. Talvez sejamos.
Sentes-me?
Ontem
Softly
Kissing you as you lie sleeping
Breathing
Gently with you in your slumber
Your face is the picture of contentment
My angel's dreaming, my angel's dreaming
And I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Slowly
Opening your wondrous eyes on me
Shining
Green and glorious in the morning sun
This moment, what could be more precious?
May it live forever, may it live forever
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Smiling on me your love gives me all the blessings of this newday
The heat in your skin caresses my senses in sucha glorious way
I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Lamb- Softly
Kissing you as you lie sleeping
Breathing
Gently with you in your slumber
Your face is the picture of contentment
My angel's dreaming, my angel's dreaming
And I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Slowly
Opening your wondrous eyes on me
Shining
Green and glorious in the morning sun
This moment, what could be more precious?
May it live forever, may it live forever
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Smiling on me your love gives me all the blessings of this newday
The heat in your skin caresses my senses in sucha glorious way
I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Lamb- Softly
Indícios
Fecho os olhos, e sem pensar, vejo. Um sonho reincidente que desperta o meu lado mais real. Sou livre por te ver, livre para o fazer, e ainda mais o sou por querer querer.
"É por um mecanismo de desastres,
Uma engrenagem com volantes falsos,
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes."
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes."
Opiário
"Estou fatigado de estar pensando em sentir outra coisa. "
Gostava
" Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade."
Assim como falham
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade."
"O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar."
Magnificat
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar."
"Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar."
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar."
Sorriso audível das folhas
Caminhos
Temos objectivos. Estranhos, poderosos.
O alcatrão que está entranhado e que corre por nós.
A sensação doce da vida que avassala teclados negros de virtude.
A insonoridade da amoralidadade do meu crime.
A dor, o sorriso, a força.
Tua, não minha.
Caio aos teus pés, ouço a nossa cumplicidade curiosa.
O medo, a velocidade cortante a que os teus dedos percorrem as sinestesias falsas...
Vamos correr, cantar, viajar pelo mundo real de um feriado marcado.
Não me deixes, abraça apenas o momento do desmomento, assim como a causalidade da coisa.
Sê-me sem pensar em quem te foi, para que possa anular quem nunca me conseguiu ser.
As pastilhas nos sapatos de adolescentes que continuam a marcar o chão de ensino...
O cheiro da minha cor, a cor do teu cheiro, o ardor do nosso ser.
Aprecia a luz, o meu silêncio ausente, a minha mão caída por azares.
O alcatrão que está entranhado e que corre por nós.
A sensação doce da vida que avassala teclados negros de virtude.
A insonoridade da amoralidadade do meu crime.
A dor, o sorriso, a força.
Tua, não minha.
Caio aos teus pés, ouço a nossa cumplicidade curiosa.
O medo, a velocidade cortante a que os teus dedos percorrem as sinestesias falsas...
Vamos correr, cantar, viajar pelo mundo real de um feriado marcado.
Não me deixes, abraça apenas o momento do desmomento, assim como a causalidade da coisa.
Sê-me sem pensar em quem te foi, para que possa anular quem nunca me conseguiu ser.
As pastilhas nos sapatos de adolescentes que continuam a marcar o chão de ensino...
O cheiro da minha cor, a cor do teu cheiro, o ardor do nosso ser.
Aprecia a luz, o meu silêncio ausente, a minha mão caída por azares.
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