Para cima
O cheiro do som
(vermelho e negro)
Somos num coração
Sorrimos na mais alta degradação do planeta,
mas na maior capacidade de ser repleto de prendas interiores.
(cartas e mais cartas de amor)
Sou-te nunca deixando de me ser.
(amo)
O lugar do teu olhar
Padrão
Toque
Ri, riste-te, sorrimos.
Olhaste, olhei, olhámo-nos.
Acenei, tocaste, parámos.
Olhei o céu, olhaste as estrelas, deixámos de ver.
Fechámos os olhos sedentos, aproximámos o bater do coração.
Sussurraste-me, sussurrei-te, fundimo-nos.
Fomos num beijo, num sorriso, numa tarde.
Sou. És. Talvez sejamos.
Sentes-me?
Ontem
Kissing you as you lie sleeping
Breathing
Gently with you in your slumber
Your face is the picture of contentment
My angel's dreaming, my angel's dreaming
And I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Slowly
Opening your wondrous eyes on me
Shining
Green and glorious in the morning sun
This moment, what could be more precious?
May it live forever, may it live forever
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Smiling on me your love gives me all the blessings of this newday
The heat in your skin caresses my senses in sucha glorious way
I'm so happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
So happy wit'you
Lamb- Softly
Indícios
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes."
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade."
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar."
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar."
Caminhos
O alcatrão que está entranhado e que corre por nós.
A sensação doce da vida que avassala teclados negros de virtude.
A insonoridade da amoralidadade do meu crime.
A dor, o sorriso, a força.
Tua, não minha.
Caio aos teus pés, ouço a nossa cumplicidade curiosa.
O medo, a velocidade cortante a que os teus dedos percorrem as sinestesias falsas...
Vamos correr, cantar, viajar pelo mundo real de um feriado marcado.
Não me deixes, abraça apenas o momento do desmomento, assim como a causalidade da coisa.
Sê-me sem pensar em quem te foi, para que possa anular quem nunca me conseguiu ser.
As pastilhas nos sapatos de adolescentes que continuam a marcar o chão de ensino...
O cheiro da minha cor, a cor do teu cheiro, o ardor do nosso ser.
Aprecia a luz, o meu silêncio ausente, a minha mão caída por azares.
Prison Sex
I was so young, vestal then, you know it hurt me.
But I’m breathing so I guess I’m still alive
Even the signs seemed to tell me otherwise.
Got my hands down, and my head down,
And my eyes closed, my throat’s wide open.
I do unto others what has been done to me.
Do unto others what has been done to you.
I’m treading water. I need to sleep a while.
My lamb and martyr, you look so precious.
Won’t you, won’t you come a bit closer.
Close enough so I can smell you.
I need you to feel this. I can’t stand to burn too long.
Release in sodomy. the one sweet moment I’m whole.
I do unto you now what has been to me.
I do unto you now, what has been done.
You’re breathing so I guess you’re still alive.
Even the signs seem to tell me otherwise.
Won’t you, won’t you come on up closer.
Close enough so I can smell you.
I need you to feel this. I need this to make me whole.
Relief in sodomy. have you witnessed that blood and flesh can be trusted. i.
Have you witnessed the blood and, this can’t be trusted. i.
Only this one holy medium brings me piece of mind.
Got your hands bound, and your head down,
And your eyes closed, you look so precious now.
I have found some kind of temporary sanity in this.
Shit, blood, and come on my hands. I’ve come round full circle.
My lamb and martyr, this will be over soon. you look so precious.
You look so precious now...
by Tool
Rainy day
Doesn't rain anymore.
Here is life, with your own world.
Knock on my door anytime you want.
Sonhos (re)incidentes

A viabilidade de tudo isto está em causa. O facto é que os inquéritos de podre população feliz contradizem o meu carácter sonhador. Um grosso modo de dezoito anos que consolidam o contrato das minhas palavras com as vossas. Um novo período que se avizinha, já que se sente o calor da minha nova personalidade, quer venha ela a ser efémera ou perene.
O elástico cor-de-rosa do meu corpo deixou de me prender à magna legitimidade dos sentimentos intelectuados, assim como a visão do mundo se tornou mais humana. Deixei o meu tom terra no fundo do balde, e inundei-o com sentimentos, não de gratidão, mas "egoístas". Talvez a partir de agora passe a cultivar o sentido interior do que me rodeia em estradas carregadas de população azul. Um ano não tem, obviamente, que marcar a mudança, mas a mudança dá-me sempre a noção de passagem das horas. É apenas o beijo da volúpia que me baptiza da forma mais incrível.
Que continuemos neste pacto de transmissão de cultura até se tornar insustentável.
Muitas foram as pessoas que me proporcionaram a escrita contínua e pseudo-verdadeira. Costumo afirmar que não são as palavras dos que escrevem que me fazem escrever, ao invés, são os que não escrevem um palavra que o fazem. Enumerá-las? Talvez bastará olhar para a secção "Vide", para que se torne claro e óbvio.
Beijos às faces da mudança, pois afinal, foi só um ano.
Hoje
We are
You were always crazy like that
I watched from my window,
Always felt I was outside looking in on you
You were always the mysterious one
With dark eyes and careless hair,
You were fashionably sensitive, but too cool to care"
O teu cavalo branco.
Como és e foste, como me farto de te ouvir, como te peço sempre que voltes. Como te anseio que sejas meu, como te sinto meu quando te ouço!
Doze (onze) moradas de silêncio
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das
chávenas
inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje
Al Berto
(para ti G*, com saudades de te poder deixar de levar a sério)
O homem da cabeça de vidro
Encontrei a razão de tudo isto num debate azulado, pois o meu olhar escondido entre folhas contrasta com o teu entre corpos. O meu azul é um utensílio, o teu verde uma arma. O meu azul é um espelho, o teu acastanhado uma falácia. O meu castanho é uma devoção à tua acoerência, o teu arco-íris a devoção à coerência alheia. Verifica os diferentes caminhos, assim como a capacidade enebriante dos mesmos. Repara na assombração de um Fado que se impõe na tua mão, em que por uns segundos, uma caneta conseguiu aquecer-se e marcar um nome que te adoça.
Intensifica-te, passa a odiar-me, pois a necessidade de te ver longe quer saborear os laivos de sangue que se geraram no teu peito.
(risos)
Agora estamos à maré das elites politicas já per si consagradas.
Se por um lado gosto de me deixar enganar, pois torna-se saboroso; por outro lado reparo na quantidade de candidatos à mesma elite politica (demonstrando a brilhante capacidade de persuasão de quem nos ensina, pois quase todos acreditam nesse patamar ademocrático, mesmo quem diz que quem está no Padrão dos Descobrimentos a apontar, seria o Marquês de Pombal) que não possuem o mínimo carácter crítico, absorvendo tudo o que lhes é dado. Altruísta por pena alheia? Egotista pelo meu exibicionismo? Nem uma, nem outra. Apenas gostaria que se tornasse mais clara a diferença entre os diferentes, isto é, os geniais. Pois se todos são bons, e todos são parte integrante da elite, qual será a condição para tocar no tal alvo em movimento?
Agora notam porque não me apetece escrever...