Angústia
Cobardia
Medo
Ânsia
Lágrima
Sangue
Ardor
Palpitação
Arritmia
Hiper-actividade
Choro
Pudor
Tristeza
Esperança
Silêncio
Suavidade
Carência
Raiva
Tortura
Excentricidade
Critica
Porcaria
Margaridas
Mentira
Azul
Controle
Atalhos
Ambição
Calor
Risadas
Paineis
Velocidade
Correspondência
Transporte
Doença
Miséria
Sono
Roubo
Sonho
Cansaço
Chuva
Pensamentos
Pressa
Sobreposição
Entendimento
Transparente
Tempo
Pedir
Sentar
Simplificar
Optimizar
Pensar
Acalmar
e
Esperar.
Momentos de prazer
Nenhures soltos pelas acres mãos cansadas do trabalho que outrora ansiaram.
O silêncio que tarda.
Choros de crianças pelo mundo! Pedidos de amor... de interesse.
Valsas ternurentas, vestidos rasgados com um leve aroma a amora.
O cimento do futuro, o sangue novo a que aspiramos torna-nos nos criadores das nossas próprias mãos. Onde o trabalho volta a ser suavemente agarrado com ânsia.
E aí, o silêncio volta, o amanhã troca de lugar com o hoje, e nós sentimos o passar da capacidade de brilhar.
Hapiness upon my soul
Colocada
A quem me apoiou e felicitou pelo meu esforço:
... from the heart.
Beijo especial a mylostwords. =)
| 0902 | Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
LISBOA |
| 0870 | Ciência Política e Relações Internacionais
Licenciatura |
A quem me apoiou e felicitou pelo meu esforço:
... from the heart.
Beijo especial a mylostwords. =)
Volúpia (en)cena
Krip: um dia escrever-te-ei uma carta com o teu sangue
pacith: sempre nos julguei unos
pacith: da mesma forma que quando provo o meu sangue, provo o teu
Krip: eu não
Krip: o que corre nas minhas veias não é sangue
Krip: é água
Krip: só assim consigo ter o coração gelado
pacith: que mentiroso...
pacith: =)
pacith: bem, vou-me de vez
Krip: deixo-te uma frase minha
Krip: Reino sobre o teu corpo, reinas sobre a minha mente.
pacith: pudesse eu fazê-lo
pacith: ...
Krip: engana-te
Krip: ilude-te
pacith: contigo não.
pacith: se o fizesse, estaria a corromper a tua identidade.
pacith: tornar-te-ia num qualquer.
pacith: Não o és, nunca o foste.
pacith: És. Sou sendo contigo. E por isso mesmo. Somos.
Krip: sê-lo-ei?
Krip: Não. Amanhã já não o és. Já o foste. Já não sentes. Mentes
pacith: sempre nos julguei unos
pacith: da mesma forma que quando provo o meu sangue, provo o teu
Krip: eu não
Krip: o que corre nas minhas veias não é sangue
Krip: é água
Krip: só assim consigo ter o coração gelado
pacith: que mentiroso...
pacith: =)
pacith: bem, vou-me de vez
Krip: deixo-te uma frase minha
Krip: Reino sobre o teu corpo, reinas sobre a minha mente.
pacith: pudesse eu fazê-lo
pacith: ...
Krip: engana-te
Krip: ilude-te
pacith: contigo não.
pacith: se o fizesse, estaria a corromper a tua identidade.
pacith: tornar-te-ia num qualquer.
pacith: Não o és, nunca o foste.
pacith: És. Sou sendo contigo. E por isso mesmo. Somos.
Krip: sê-lo-ei?
Krip: Não. Amanhã já não o és. Já o foste. Já não sentes. Mentes
Poesia
A poetização das palavras deixou o seu momentâneo aroma a baunilha pela minha casa.
E como sempre, adorei.
Espero o teu quente regresso, para que a volúpia inocente deixe congelar a imagem das luzes cegantes do palco.
Que a grandeza e altivez regresse de uma vez!
Que o alcatrão nos coma os restantes pedaços de carne!
Que haja vida!
The Patient
A groan of tedium escapes me, startling the fearful.
Is this a test?
It has to be. Otherwise I can't go on.
Draining patience. drain vitality.
this paranoid, paralyzed vampire act's a little old.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
I'm gonna wait it out
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I'm gonna wait it out
If there were no desire to heal
The damaged and broken met along this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I still may. And I still may.
Be patient.
I must keep reminding myself of this...
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
And I still may. And I still may. And I still may.
I'm gonna wait it out.
I'm gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Is this a test?
It has to be. Otherwise I can't go on.
Draining patience. drain vitality.
this paranoid, paralyzed vampire act's a little old.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
But I'm still right here, giving blood and keeping faith. And I'm still right here.
I'm gonna wait it out
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I'm gonna wait it out
If there were no desire to heal
The damaged and broken met along this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
I still may. And I still may.
Be patient.
I must keep reminding myself of this...
If there were no rewards to reap,
no loving embrace to see me through this tedious path I've chosen here,
I certainly would've walked away by now.
And I still may. And I still may. And I still may.
I'm gonna wait it out.
I'm gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Gonna wait it out.
Amarga eternidade
Os desejos secretos da natureza juntaram todas as ferramentas possíveis para que te criassem. As fadas e borboletas trabalharam até à exaustão, trocando muitas delas a sua vida pela tua. A perfeição que te concederam tornou-se tão ingrata que ainda hoje ofereces as tuas lágrimas aos pequenos pedaços de terra que persistem neste mundo de betão. O teu cheiro de beleza, o teu sabor de romã deixam-me acreditar que existem almas perfeitas e gémeas.
Somos irmãos do amor, primos da paixão, amantes do dissabor.
A distância a que se nasce do amor perfeito faz-nos pensar sempre se é realmente perfeito, se não será apenas mais uma miragem do alcatrão quente que nos (me) persegue. O sonho que me move a procurá-lo não o será com certeza. O meu mundo ordena que sejas abraçado pela minha carne sustentada por estilhaços cortantes do tempo e do vento. Mas o teu, onde a Primavera feliz sempre persistiu, ignora a irmandade do ódio que se havia gerado entre as borboletas e fadas. Nasceste perfeito, mas marcado pela morte e sacrifício das pequenas criaturas escravizadas e belas. E o seu sangue, ainda correndo nas tuas veias frescas e puras, apenas te condena ao eterno movimento doloroso de procurar a tua essência.
Afinal de contas, as almas gémeas foram feitas para nunca se juntarem.
Somos irmãos do amor, primos da paixão, amantes do dissabor.
A distância a que se nasce do amor perfeito faz-nos pensar sempre se é realmente perfeito, se não será apenas mais uma miragem do alcatrão quente que nos (me) persegue. O sonho que me move a procurá-lo não o será com certeza. O meu mundo ordena que sejas abraçado pela minha carne sustentada por estilhaços cortantes do tempo e do vento. Mas o teu, onde a Primavera feliz sempre persistiu, ignora a irmandade do ódio que se havia gerado entre as borboletas e fadas. Nasceste perfeito, mas marcado pela morte e sacrifício das pequenas criaturas escravizadas e belas. E o seu sangue, ainda correndo nas tuas veias frescas e puras, apenas te condena ao eterno movimento doloroso de procurar a tua essência.
Afinal de contas, as almas gémeas foram feitas para nunca se juntarem.
"Orestes"
Metaphor for a missing moment
Pull me into your perfect circle
One womb
One shape
One resolve
Liberate this will
To release us all
Gotta cut away, clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
And from pulling you down with me in here
I can almost hear you scream
Give me
One more medicated peaceful moment
One more medicated peaceful moment
And I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Because I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
Keeping me from killing you
(from me to you)
Pull me into your perfect circle
One womb
One shape
One resolve
Liberate this will
To release us all
Gotta cut away, clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
And from pulling you down with me in here
I can almost hear you scream
Give me
One more medicated peaceful moment
One more medicated peaceful moment
And I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Because I don't wanna feel this overwhelming
Hostility
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue
Gotta cut away Clear away
Snip away and sever this
Umbilical residue that's
Keeping me from killing you
Keeping me from killing you
(from me to you)
Adeus
Escrevo-vos com a maior raiva que possa existir.
Se a tristeza de olhar os outros a brincar por uma janela ainda me atormentasse, tinhas morrido. Sim, porque a minha sede de acabar com o que foi criado tinha estagnado, até tu reacenderes a chama do crime.
Andei anos à procura da pessoa perfeita para matar, mas todos me pareciam presas fáceis de mais. Hoje encontrei-a. Tu, porque apesar de perto, sempre estiveste longe; e apesar da ajuda, sempre trepaste por quem podias. Tu e os teus, que ainda hoje me perturbam com a sua pobre grandeza, são a medíocres de mais para me sujar.
Não sei se escreverei por muito mais tempo, apesar de cada vez mais desejar fazê-lo. A tortura do oportunismo deixou de resultar, falhaste.
Choro, pois mudaste o meu futuro. E por mais chicoteada que seja, tu serás sempre mais, pois já era altura de entenderes que o dinheiro não é grandeza.
Posso não ser recheada de ouros, mas não estou consumida pelo mesmo.
Fecha a porta, mas nunca a voltes a abrir. Nem que morras.
Se a tristeza de olhar os outros a brincar por uma janela ainda me atormentasse, tinhas morrido. Sim, porque a minha sede de acabar com o que foi criado tinha estagnado, até tu reacenderes a chama do crime.
Andei anos à procura da pessoa perfeita para matar, mas todos me pareciam presas fáceis de mais. Hoje encontrei-a. Tu, porque apesar de perto, sempre estiveste longe; e apesar da ajuda, sempre trepaste por quem podias. Tu e os teus, que ainda hoje me perturbam com a sua pobre grandeza, são a medíocres de mais para me sujar.
Não sei se escreverei por muito mais tempo, apesar de cada vez mais desejar fazê-lo. A tortura do oportunismo deixou de resultar, falhaste.
Choro, pois mudaste o meu futuro. E por mais chicoteada que seja, tu serás sempre mais, pois já era altura de entenderes que o dinheiro não é grandeza.
Posso não ser recheada de ouros, mas não estou consumida pelo mesmo.
Fecha a porta, mas nunca a voltes a abrir. Nem que morras.
Inverno
A saudade do gelo lembra-te. Assim como as queimaduras que o sol me deixou por vingança da minha ausência.
Os segredos que ainda me dizes são inconfidências relembradas, per guisa da tua brisa gelante de mentirosa que me desassosega o pescoço, mas que me recorda do teu glorioso regresso.
Todos te julgam entediante, mas eu conheço a tua essência: destruír o reino de fogo. Para depois, quando todos já estiverem habituados à tua coercividade, te ires, deixando a saudade dos pensamentos alvos.
Mas eu sei que por mais que tentes fugir, voltarás. E contigo, voltarão muitos outros, quer sejam eles heróis ou desgraçados.
Os segredos que ainda me dizes são inconfidências relembradas, per guisa da tua brisa gelante de mentirosa que me desassosega o pescoço, mas que me recorda do teu glorioso regresso.
Todos te julgam entediante, mas eu conheço a tua essência: destruír o reino de fogo. Para depois, quando todos já estiverem habituados à tua coercividade, te ires, deixando a saudade dos pensamentos alvos.
Mas eu sei que por mais que tentes fugir, voltarás. E contigo, voltarão muitos outros, quer sejam eles heróis ou desgraçados.
Porque é que no silêncio da noite, nos assusta falar em voz alta?

Vergilio Ferreira- Aparição
Citizen Erased

Break me in,
Teach us to cheat
And to lie, cover up
What shouldn't be shared?
All the truth unwinding
Scraping away
At my mind
Please stop asking me to describe him
For one moment I wish you'd hold your stage
With no feelings at all
Open minded
Teach us to cheat
And to lie, cover up
What shouldn't be shared?
All the truth unwinding
Scraping away
At my mind
Please stop asking me to describe him
For one moment I wish you'd hold your stage
With no feelings at all
Open minded
I'm sure I used to be so free
Self expressed, exhausting for all
To see and to be
What you want and what you need
Self expressed, exhausting for all
To see and to be
What you want and what you need
The truth unwinding
Scraping away
At my mind
(Muse)
Scraping away
At my mind
(Muse)
O Passo
Esse nome estava agora derramado com o meu proprio sangue, parecia que não queria sair dali,como se ali pertencesse, como se ali fosse o seu lugar. Começava a ficar quente, fervia levando o meu nome consigo, por breves segundos o meu nome tinha desaparecido, sem deixar rasto, apenas restava uma fria e dura camada de ferro.
Que teria acontecido ali, porque estaria o meu nome ali sepultado num momento e noutro teria desaparecido...? Que significaria aquilo...?
É nesse preciso momento de ansiedade que a porta se abre, engulo o meu coração bem fundo e dou um passo em frente...
Que teria acontecido ali, porque estaria o meu nome ali sepultado num momento e noutro teria desaparecido...? Que significaria aquilo...?
É nesse preciso momento de ansiedade que a porta se abre, engulo o meu coração bem fundo e dou um passo em frente...
Cordas vermelhas
Medo.
De falhar,
de cantar,
de saltar.
Alguma vez sentiste a falta de ter poder de eliminar qualquer um? Fulminá-los a todos os que se julgam altos e grandes, os que te ignoram e irritam por fazerem-o.
Medo.
De sentir,
de rejeitar,
de amar.
Pensa em cada dia que viveste, assim como cada segundo. Consegues? Eu consigo. Talvez seja mesmo esse o problema, pois raramente me esqueço e/ou surpreendo.
Medo.
De brincar,
de esquecer,
de mandar tudo para o canto mais esquecido do planeta mais longínquo e não-descoberto.
Alguma vez quiseste ter as mãos sujas de sangue, e não o fazeres por consciência de outrem?
Medo.
De tudo,
de nada,
da vida,
da não-vida,
da morte, quer seja tua, quer seja minha.
Será que cada vez que tento tenho de te ter?
Medo.
De ser-te,
de ser-me,
de ser Lilith,
ou alguma personagem numa caverna.
O teu corpo consa-se com a luz? A tua ignorância pouco te chateia, pois todos a amam.
Medo.
De portas,
de paredes,
de prisões.
À tua frente existem mais que faces disformes e degradantes? Não?
A tua curiosa mania de ser ignorado traz-te benefícios?
Medo.
De não conseguir esquecer,
de não esquecer o medo,
de te esquecer,
de me esquecer.
Imaginas que a cada palavra tua, o mundo fica exactamente na mesma, do que se tivesses permanecido calado?
Medo.
A dor nas tuas mãos torna-te feliz? As palavras que carregas alguma vez se calaram?
Medo.
De cantar,
assobiar,
ou de me calar.
Já te sentiste doido, e quereres mudar? Já tentaste mandar o teu melhor amigo para a cadeia por um crime que tu próprio cometeste?
Medo.
De ser livre,
de chorar,
de abrir um armário,
de estragar o que construíram.
A minha cabeça rodopia e rebenta.
e eu gosto.
Medo.
De não de amar
e de te amar.
Já pensaste que cada palavra tua é para mim um desejo de morte?
Rio-me.
Afinal não é medo, mas apenas a minha forma de vida.
De falhar,
de cantar,
de saltar.
Alguma vez sentiste a falta de ter poder de eliminar qualquer um? Fulminá-los a todos os que se julgam altos e grandes, os que te ignoram e irritam por fazerem-o.
Medo.
De sentir,
de rejeitar,
de amar.
Pensa em cada dia que viveste, assim como cada segundo. Consegues? Eu consigo. Talvez seja mesmo esse o problema, pois raramente me esqueço e/ou surpreendo.
Medo.
De brincar,
de esquecer,
de mandar tudo para o canto mais esquecido do planeta mais longínquo e não-descoberto.
Alguma vez quiseste ter as mãos sujas de sangue, e não o fazeres por consciência de outrem?
Medo.
De tudo,
de nada,
da vida,
da não-vida,
da morte, quer seja tua, quer seja minha.
Será que cada vez que tento tenho de te ter?
Medo.
De ser-te,
de ser-me,
de ser Lilith,
ou alguma personagem numa caverna.
O teu corpo consa-se com a luz? A tua ignorância pouco te chateia, pois todos a amam.
Medo.
De portas,
de paredes,
de prisões.
À tua frente existem mais que faces disformes e degradantes? Não?
A tua curiosa mania de ser ignorado traz-te benefícios?
Medo.
De não conseguir esquecer,
de não esquecer o medo,
de te esquecer,
de me esquecer.
Imaginas que a cada palavra tua, o mundo fica exactamente na mesma, do que se tivesses permanecido calado?
Medo.
A dor nas tuas mãos torna-te feliz? As palavras que carregas alguma vez se calaram?
Medo.
De cantar,
assobiar,
ou de me calar.
Já te sentiste doido, e quereres mudar? Já tentaste mandar o teu melhor amigo para a cadeia por um crime que tu próprio cometeste?
Medo.
De ser livre,
de chorar,
de abrir um armário,
de estragar o que construíram.
A minha cabeça rodopia e rebenta.
e eu gosto.
Medo.
De não de amar
e de te amar.
Já pensaste que cada palavra tua é para mim um desejo de morte?
Rio-me.
Afinal não é medo, mas apenas a minha forma de vida.
O Rio
Como eu odeio este sofrimento,
Esta dor cá dentro,
Correndo nas minhas veias,
Como águas alheias.
Esta dor cá dentro,
Correndo nas minhas veias,
Como águas alheias.
A Aparição
O sol fugiu-me. Vagueio por estas ruas lisboetas, em que a única presença é a luz ensurdecedora dos candeiros mal acesos. O constante ressonar da revolução industrial ateima em esmagar os sentimentos intelectuados, os que ainda persistem na minha sombra coberta de cinza, destruída por chuvas dissolventes.
Onde de dia se veem quadrados reluzentes e ignorados, de noite vejo amigos e promessas vazias. Cada pedra é um polegar sanguífero e irónico, erecto perante a minha incompetência. O meu sorriso impulsivo renega toda esta imaginação inútil.
- Calma, são apenas sombras que assassinam todos os nossos desejos e ambições. Fazem-nos tomar conta da nossa pequena (grande) importância.
Onde de dia se veem quadrados reluzentes e ignorados, de noite vejo amigos e promessas vazias. Cada pedra é um polegar sanguífero e irónico, erecto perante a minha incompetência. O meu sorriso impulsivo renega toda esta imaginação inútil.
- Calma, são apenas sombras que assassinam todos os nossos desejos e ambições. Fazem-nos tomar conta da nossa pequena (grande) importância.
Porque eu sonho de mais
Acordo. Decido correr por uma muldidão persistente. Vou contra a maré que todos seguem , e vejo alguns que também o fazem. Empurram-me e caio, mas insisto em levantar-me com as forças que nunca tive. Corro abrigando a cara da multidão cortante, que tenta me levar com eles, mas não deixo.
Olho para trás.
Volto a correr e vou contra alguém fraco, triste, estandartizado pela alienação global. Tento passar e olho-o nos olhos por segundos. Deixei de ver! Apenas resta um rasgo de luz causado por tal ser que me olhou nos olhos.
Paro e sento-me no chão.
Sinto-me vã, estúpida. Estou a contrariar algo inevitável, quero ser levada pela maré, mas a exigência meus pensamentos não deixam.
Abro os olhos.
Estou numa cadeira desconfortável que me provoca dores intensas nas costas. A minha boca dirige uma nuvem de fumo espessa para uma altura superior à minha cabeça, enquanto que as minhas mãos e braços com veias salientes se esforçam para escrever algo numa tecnologia que me enche as medidas.
Sinto o meu corpo estranho, dirijo-me ao espelho.
Olho-me e não me reconheço. Visto uma camisola preta e a trivial ganga. A minha face está esguia, com um sorriso mal esboçado, bastante encoberto, assim como o meu cabelo e olhos, que se tornaram escuros.
Rio-me do espelho que me engana.
Olho por mim abaixo e vejo que era verdade, maldita desconfiança. Ouço uma voz feminina a gritar algo... No inicio mal reconheço a palavra, mais tarde ouço nitidamente que era um nome, pelos vistos seria o meu.
A porta abre-se.
Vejo por meu espanto que o meu antigo corpo que dizia o tal nome que estava gravado numa jaula, num espelho.
De mim para mim, digo e ouço:
Olho para trás.
Volto a correr e vou contra alguém fraco, triste, estandartizado pela alienação global. Tento passar e olho-o nos olhos por segundos. Deixei de ver! Apenas resta um rasgo de luz causado por tal ser que me olhou nos olhos.
Paro e sento-me no chão.
Sinto-me vã, estúpida. Estou a contrariar algo inevitável, quero ser levada pela maré, mas a exigência meus pensamentos não deixam.
Abro os olhos.
Estou numa cadeira desconfortável que me provoca dores intensas nas costas. A minha boca dirige uma nuvem de fumo espessa para uma altura superior à minha cabeça, enquanto que as minhas mãos e braços com veias salientes se esforçam para escrever algo numa tecnologia que me enche as medidas.
Sinto o meu corpo estranho, dirijo-me ao espelho.
Olho-me e não me reconheço. Visto uma camisola preta e a trivial ganga. A minha face está esguia, com um sorriso mal esboçado, bastante encoberto, assim como o meu cabelo e olhos, que se tornaram escuros.
Rio-me do espelho que me engana.
Olho por mim abaixo e vejo que era verdade, maldita desconfiança. Ouço uma voz feminina a gritar algo... No inicio mal reconheço a palavra, mais tarde ouço nitidamente que era um nome, pelos vistos seria o meu.
A porta abre-se.
Vejo por meu espanto que o meu antigo corpo que dizia o tal nome que estava gravado numa jaula, num espelho.
De mim para mim, digo e ouço:
O que dizer a uma pré-18 anos...
angel sleeps:Tens de tentar pensar positivo.(sim, sim.. é fácil falar.)
just4U :Eu também sou assim, só como tenho cara de sei lá o quê... ninguém acredita em mim...
só quando a pedrada acerta é que acreditam, depois ficam todos muito chocados...(há que ser forte perante os outros!)
Mirror: Já fiz textos sem saber o título e coloquei algo que n se adequava,simplesmente porque não têm título.(aconteceu-me isso mesmo agora ao ler-te)
Sr.blue: Queres chamar-me de amigo ou queres ser minha amiga?(quero ser tua amiga e dizer que sou tua amiga para me sentir bem)
fedakim:Para isso é preciso muita paz de espírito e tempo para os sentimentos se acumularem , não se consegue meter a inspiração numa agenda. (eu consigo, ou pelo menos tento.)
rainysummer: Quero uma palavra para substituir "posted by" e "comment" ("escrito por" e "comentários", não chegam?)
Dr.know-how: Muitas vezes é na aparente, ou mesmo verdadeira, futilidade que podemos encontrar as maiores verdades para nós; são muitas vezes aquilo que pessoas supostamente grandes desprezam o melhor que o mundo tem. (Quem me dera.. que utópico estás tu hoje.)
super-non-super-Selfish: Pensavas k era arrogante?(Estava mesmo à espera da pergunta)
Queen4aday: Há tantas diferenças nas escolas do país. É o velho cliché, mas continua na mesma. (Sou uma sortuda em viver na cidade)
Beijos a todos**
just4U :Eu também sou assim, só como tenho cara de sei lá o quê... ninguém acredita em mim...
só quando a pedrada acerta é que acreditam, depois ficam todos muito chocados...(há que ser forte perante os outros!)
Mirror: Já fiz textos sem saber o título e coloquei algo que n se adequava,simplesmente porque não têm título.(aconteceu-me isso mesmo agora ao ler-te)
Sr.blue: Queres chamar-me de amigo ou queres ser minha amiga?(quero ser tua amiga e dizer que sou tua amiga para me sentir bem)
fedakim:Para isso é preciso muita paz de espírito e tempo para os sentimentos se acumularem , não se consegue meter a inspiração numa agenda. (eu consigo, ou pelo menos tento.)
rainysummer: Quero uma palavra para substituir "posted by" e "comment" ("escrito por" e "comentários", não chegam?)
Dr.know-how: Muitas vezes é na aparente, ou mesmo verdadeira, futilidade que podemos encontrar as maiores verdades para nós; são muitas vezes aquilo que pessoas supostamente grandes desprezam o melhor que o mundo tem. (Quem me dera.. que utópico estás tu hoje.)
super-non-super-Selfish: Pensavas k era arrogante?(Estava mesmo à espera da pergunta)
Queen4aday: Há tantas diferenças nas escolas do país. É o velho cliché, mas continua na mesma. (Sou uma sortuda em viver na cidade)
Beijos a todos**
A porta impaciente
Deixei a porta aberta para te ver chegar. Parei a minha vida, o meu pensar, para que os meus sentidos te admirassem à chegada. Nunca tinha feito isso até então, mas repentinamente senti a tua falta. Sentei-me, e esperei.
Uma hora.. duas horas... três. Uma noite e um dia.
Fechei a porta e mal virei costas ouvi um bater ensurdecedor na madeira inteligente.
Não eras tu. Era apenas a notícia de que nunca mais voltarias.
Não.. não morreste.
Eu é que não esperei o suficiente.
Uma hora.. duas horas... três. Uma noite e um dia.
Fechei a porta e mal virei costas ouvi um bater ensurdecedor na madeira inteligente.
Não eras tu. Era apenas a notícia de que nunca mais voltarias.
Não.. não morreste.
Eu é que não esperei o suficiente.
O Espelho
Está aí alguém??!...nada... parecia que o mundo tinha acabado á minha volta, estava rodeado de silêncio, não conseguia ver nada para além de mim, não corria um único ar, mas eu respirava, era bom sinal. Tinha sangue nas minhas mãos, aqueles ferros frios e asperos não me deixavam passar. Percorro a minha mão por eles, noto uma camada de ferro maior e mais espessa, que era aquilo... noto uma zona calcada, passo os meus dedos por ela e apercebo-me que tem algo escrito, ali cravejado com suor para nunca mais sair, coisa mais estranha, tento perceber o que é...
Era o meu nome!
Era o meu nome!
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