Medo.
De falhar,
de cantar,
de saltar.
Alguma vez sentiste a falta de ter poder de eliminar qualquer um? Fulminá-los a todos os que se julgam altos e grandes, os que te ignoram e irritam por fazerem-o.
Medo.
De sentir,
de rejeitar,
de amar.
Pensa em cada dia que viveste, assim como cada segundo. Consegues? Eu consigo. Talvez seja mesmo esse o problema, pois raramente me esqueço e/ou surpreendo.
Medo.
De brincar,
de esquecer,
de mandar tudo para o canto mais esquecido do planeta mais longínquo e não-descoberto.
Alguma vez quiseste ter as mãos sujas de sangue, e não o fazeres por consciência de outrem?
Medo.
De tudo,
de nada,
da vida,
da não-vida,
da morte, quer seja tua, quer seja minha.
Será que cada vez que tento tenho de te ter?
Medo.
De ser-te,
de ser-me,
de ser Lilith,
ou alguma personagem numa caverna.
O teu corpo consa-se com a luz? A tua ignorância pouco te chateia, pois todos a amam.
Medo.
De portas,
de paredes,
de prisões.
À tua frente existem mais que faces disformes e degradantes? Não?
A tua curiosa mania de ser ignorado traz-te benefícios?
Medo.
De não conseguir esquecer,
de não esquecer o medo,
de te esquecer,
de me esquecer.
Imaginas que a cada palavra tua, o mundo fica exactamente na mesma, do que se tivesses permanecido calado?
Medo.
A dor nas tuas mãos torna-te feliz? As palavras que carregas alguma vez se calaram?
Medo.
De cantar,
assobiar,
ou de me calar.
Já te sentiste doido, e quereres mudar? Já tentaste mandar o teu melhor amigo para a cadeia por um crime que tu próprio cometeste?
Medo.
De ser livre,
de chorar,
de abrir um armário,
de estragar o que construíram.
A minha cabeça rodopia e rebenta.
e eu gosto.
Medo.
De não de amar
e de te amar.
Já pensaste que cada palavra tua é para mim um desejo de morte?
Rio-me.
Afinal não é medo, mas apenas a minha forma de vida.
O Rio
Como eu odeio este sofrimento,
Esta dor cá dentro,
Correndo nas minhas veias,
Como águas alheias.
Esta dor cá dentro,
Correndo nas minhas veias,
Como águas alheias.
A Aparição
O sol fugiu-me. Vagueio por estas ruas lisboetas, em que a única presença é a luz ensurdecedora dos candeiros mal acesos. O constante ressonar da revolução industrial ateima em esmagar os sentimentos intelectuados, os que ainda persistem na minha sombra coberta de cinza, destruída por chuvas dissolventes.
Onde de dia se veem quadrados reluzentes e ignorados, de noite vejo amigos e promessas vazias. Cada pedra é um polegar sanguífero e irónico, erecto perante a minha incompetência. O meu sorriso impulsivo renega toda esta imaginação inútil.
- Calma, são apenas sombras que assassinam todos os nossos desejos e ambições. Fazem-nos tomar conta da nossa pequena (grande) importância.
Onde de dia se veem quadrados reluzentes e ignorados, de noite vejo amigos e promessas vazias. Cada pedra é um polegar sanguífero e irónico, erecto perante a minha incompetência. O meu sorriso impulsivo renega toda esta imaginação inútil.
- Calma, são apenas sombras que assassinam todos os nossos desejos e ambições. Fazem-nos tomar conta da nossa pequena (grande) importância.
Porque eu sonho de mais
Acordo. Decido correr por uma muldidão persistente. Vou contra a maré que todos seguem , e vejo alguns que também o fazem. Empurram-me e caio, mas insisto em levantar-me com as forças que nunca tive. Corro abrigando a cara da multidão cortante, que tenta me levar com eles, mas não deixo.
Olho para trás.
Volto a correr e vou contra alguém fraco, triste, estandartizado pela alienação global. Tento passar e olho-o nos olhos por segundos. Deixei de ver! Apenas resta um rasgo de luz causado por tal ser que me olhou nos olhos.
Paro e sento-me no chão.
Sinto-me vã, estúpida. Estou a contrariar algo inevitável, quero ser levada pela maré, mas a exigência meus pensamentos não deixam.
Abro os olhos.
Estou numa cadeira desconfortável que me provoca dores intensas nas costas. A minha boca dirige uma nuvem de fumo espessa para uma altura superior à minha cabeça, enquanto que as minhas mãos e braços com veias salientes se esforçam para escrever algo numa tecnologia que me enche as medidas.
Sinto o meu corpo estranho, dirijo-me ao espelho.
Olho-me e não me reconheço. Visto uma camisola preta e a trivial ganga. A minha face está esguia, com um sorriso mal esboçado, bastante encoberto, assim como o meu cabelo e olhos, que se tornaram escuros.
Rio-me do espelho que me engana.
Olho por mim abaixo e vejo que era verdade, maldita desconfiança. Ouço uma voz feminina a gritar algo... No inicio mal reconheço a palavra, mais tarde ouço nitidamente que era um nome, pelos vistos seria o meu.
A porta abre-se.
Vejo por meu espanto que o meu antigo corpo que dizia o tal nome que estava gravado numa jaula, num espelho.
De mim para mim, digo e ouço:
Olho para trás.
Volto a correr e vou contra alguém fraco, triste, estandartizado pela alienação global. Tento passar e olho-o nos olhos por segundos. Deixei de ver! Apenas resta um rasgo de luz causado por tal ser que me olhou nos olhos.
Paro e sento-me no chão.
Sinto-me vã, estúpida. Estou a contrariar algo inevitável, quero ser levada pela maré, mas a exigência meus pensamentos não deixam.
Abro os olhos.
Estou numa cadeira desconfortável que me provoca dores intensas nas costas. A minha boca dirige uma nuvem de fumo espessa para uma altura superior à minha cabeça, enquanto que as minhas mãos e braços com veias salientes se esforçam para escrever algo numa tecnologia que me enche as medidas.
Sinto o meu corpo estranho, dirijo-me ao espelho.
Olho-me e não me reconheço. Visto uma camisola preta e a trivial ganga. A minha face está esguia, com um sorriso mal esboçado, bastante encoberto, assim como o meu cabelo e olhos, que se tornaram escuros.
Rio-me do espelho que me engana.
Olho por mim abaixo e vejo que era verdade, maldita desconfiança. Ouço uma voz feminina a gritar algo... No inicio mal reconheço a palavra, mais tarde ouço nitidamente que era um nome, pelos vistos seria o meu.
A porta abre-se.
Vejo por meu espanto que o meu antigo corpo que dizia o tal nome que estava gravado numa jaula, num espelho.
De mim para mim, digo e ouço:
O que dizer a uma pré-18 anos...
angel sleeps:Tens de tentar pensar positivo.(sim, sim.. é fácil falar.)
just4U :Eu também sou assim, só como tenho cara de sei lá o quê... ninguém acredita em mim...
só quando a pedrada acerta é que acreditam, depois ficam todos muito chocados...(há que ser forte perante os outros!)
Mirror: Já fiz textos sem saber o título e coloquei algo que n se adequava,simplesmente porque não têm título.(aconteceu-me isso mesmo agora ao ler-te)
Sr.blue: Queres chamar-me de amigo ou queres ser minha amiga?(quero ser tua amiga e dizer que sou tua amiga para me sentir bem)
fedakim:Para isso é preciso muita paz de espírito e tempo para os sentimentos se acumularem , não se consegue meter a inspiração numa agenda. (eu consigo, ou pelo menos tento.)
rainysummer: Quero uma palavra para substituir "posted by" e "comment" ("escrito por" e "comentários", não chegam?)
Dr.know-how: Muitas vezes é na aparente, ou mesmo verdadeira, futilidade que podemos encontrar as maiores verdades para nós; são muitas vezes aquilo que pessoas supostamente grandes desprezam o melhor que o mundo tem. (Quem me dera.. que utópico estás tu hoje.)
super-non-super-Selfish: Pensavas k era arrogante?(Estava mesmo à espera da pergunta)
Queen4aday: Há tantas diferenças nas escolas do país. É o velho cliché, mas continua na mesma. (Sou uma sortuda em viver na cidade)
Beijos a todos**
just4U :Eu também sou assim, só como tenho cara de sei lá o quê... ninguém acredita em mim...
só quando a pedrada acerta é que acreditam, depois ficam todos muito chocados...(há que ser forte perante os outros!)
Mirror: Já fiz textos sem saber o título e coloquei algo que n se adequava,simplesmente porque não têm título.(aconteceu-me isso mesmo agora ao ler-te)
Sr.blue: Queres chamar-me de amigo ou queres ser minha amiga?(quero ser tua amiga e dizer que sou tua amiga para me sentir bem)
fedakim:Para isso é preciso muita paz de espírito e tempo para os sentimentos se acumularem , não se consegue meter a inspiração numa agenda. (eu consigo, ou pelo menos tento.)
rainysummer: Quero uma palavra para substituir "posted by" e "comment" ("escrito por" e "comentários", não chegam?)
Dr.know-how: Muitas vezes é na aparente, ou mesmo verdadeira, futilidade que podemos encontrar as maiores verdades para nós; são muitas vezes aquilo que pessoas supostamente grandes desprezam o melhor que o mundo tem. (Quem me dera.. que utópico estás tu hoje.)
super-non-super-Selfish: Pensavas k era arrogante?(Estava mesmo à espera da pergunta)
Queen4aday: Há tantas diferenças nas escolas do país. É o velho cliché, mas continua na mesma. (Sou uma sortuda em viver na cidade)
Beijos a todos**
A porta impaciente
Deixei a porta aberta para te ver chegar. Parei a minha vida, o meu pensar, para que os meus sentidos te admirassem à chegada. Nunca tinha feito isso até então, mas repentinamente senti a tua falta. Sentei-me, e esperei.
Uma hora.. duas horas... três. Uma noite e um dia.
Fechei a porta e mal virei costas ouvi um bater ensurdecedor na madeira inteligente.
Não eras tu. Era apenas a notícia de que nunca mais voltarias.
Não.. não morreste.
Eu é que não esperei o suficiente.
Uma hora.. duas horas... três. Uma noite e um dia.
Fechei a porta e mal virei costas ouvi um bater ensurdecedor na madeira inteligente.
Não eras tu. Era apenas a notícia de que nunca mais voltarias.
Não.. não morreste.
Eu é que não esperei o suficiente.
O Espelho
Está aí alguém??!...nada... parecia que o mundo tinha acabado á minha volta, estava rodeado de silêncio, não conseguia ver nada para além de mim, não corria um único ar, mas eu respirava, era bom sinal. Tinha sangue nas minhas mãos, aqueles ferros frios e asperos não me deixavam passar. Percorro a minha mão por eles, noto uma camada de ferro maior e mais espessa, que era aquilo... noto uma zona calcada, passo os meus dedos por ela e apercebo-me que tem algo escrito, ali cravejado com suor para nunca mais sair, coisa mais estranha, tento perceber o que é...
Era o meu nome!
Era o meu nome!
A Substância
Que substância é esta que me ocupa a cabeça...!!
Arranhando todos os meus pensamentos, corroendo o meu passado/presente e futuro, não vejo nada, caí...
Pareciam anos naquele abismo escuro, onde não conseguia respirar, aquela pressão não me deixava libertar os pensamentos
Parecia que me estavam a roubar todos os bocados de memória que tinham restado da minha vida
Não me conseguia mexer...não sabia como o fazer nem que o queria fazer
Não me conseguia lembrar...não sabia porquê o haveria de fazer nem como
Não conseguia pensar...
Estava preso neste vazio, que Horror!!!!!!
...
É no momento que sinto qualquer coisa...algo bate...o meu coração!
Começo a sentir algo que me corre nas veias a uma velocidade tal, como se estivesse parado há anos, incrivel...
Como é que nunca me apercebi, sinto um formigueiro nos meus braços...mas é agradável ao mesmo tempo
As minhas pernas...estão frenéticas, começo a sentir um formigueiro na cabeça
Começa tudo a ficar mais claro, já vejo...
O alivio................................................
Arranhando todos os meus pensamentos, corroendo o meu passado/presente e futuro, não vejo nada, caí...
Pareciam anos naquele abismo escuro, onde não conseguia respirar, aquela pressão não me deixava libertar os pensamentos
Parecia que me estavam a roubar todos os bocados de memória que tinham restado da minha vida
Não me conseguia mexer...não sabia como o fazer nem que o queria fazer
Não me conseguia lembrar...não sabia porquê o haveria de fazer nem como
Não conseguia pensar...
Estava preso neste vazio, que Horror!!!!!!
...
É no momento que sinto qualquer coisa...algo bate...o meu coração!
Começo a sentir algo que me corre nas veias a uma velocidade tal, como se estivesse parado há anos, incrivel...
Como é que nunca me apercebi, sinto um formigueiro nos meus braços...mas é agradável ao mesmo tempo
As minhas pernas...estão frenéticas, começo a sentir um formigueiro na cabeça
Começa tudo a ficar mais claro, já vejo...
O alivio................................................
Controvérsias
"Há dias em que o azar nos bate à porta e nós, risonhos, deixamo-lo entrar, pensando que só acontece aos outros sem nos apercebermos que nos pode também acontecer connosco.
Ee bateu á minha porta e como toda a gente não me apercebi ...
O desejo era mais forte, a paixão doentia e o amor que me atormentava foi parilhado com a pessoa amada, com quem nos enche as medidas. É assim é acontece o amor puro no estado quase animalesco, selvagem mas é assim que nos sentimos bem até que ... o azar entra e então acontece o que não devia. Fazer amor tornou-se no verdadeiro terror: passou do puro prazer ao desespero .
Começamos a pensar no futuro e aparece o pensamento que vamos ter um filho nos braços a choramingar, a chamar-nos mamã , papá... e essa criança não tem culpa nenhuma de existir apenas os pais que se entregaram demasiado ao amor que sentiam .
Mas o problema de maior não é esse mas sim as idades , a vida ,a falta de coragem para assumir os erros, a irresponsabilidade, o sentimento de culpa que vai nascendo.
E depois põe-se a hipótese do aborto mas deitar a perder uma criança, um ser vivo que tem todo o direito de viver e não vai viver por culpa dos pais, por culpa do amor.
Amor esse que a devia receber de braços abertos, amor esse que não devia destruir, mas apenas construir.
É triste e agonizante passar noites e noites a pensar nisto. Chorar pensando que um acto pode complicar tanto a nossa vida, que depois no fundo poderá apenas ser um atraso, um problema hormonal, um alarme falso...(...)
O prazer pode tornar-se no nosso pior pesadelo, no nosso pior susto, uma coisa que nunca mais vamos querer repetir..."
Ee bateu á minha porta e como toda a gente não me apercebi ...
O desejo era mais forte, a paixão doentia e o amor que me atormentava foi parilhado com a pessoa amada, com quem nos enche as medidas. É assim é acontece o amor puro no estado quase animalesco, selvagem mas é assim que nos sentimos bem até que ... o azar entra e então acontece o que não devia. Fazer amor tornou-se no verdadeiro terror: passou do puro prazer ao desespero .
Começamos a pensar no futuro e aparece o pensamento que vamos ter um filho nos braços a choramingar, a chamar-nos mamã , papá... e essa criança não tem culpa nenhuma de existir apenas os pais que se entregaram demasiado ao amor que sentiam .
Mas o problema de maior não é esse mas sim as idades , a vida ,a falta de coragem para assumir os erros, a irresponsabilidade, o sentimento de culpa que vai nascendo.
E depois põe-se a hipótese do aborto mas deitar a perder uma criança, um ser vivo que tem todo o direito de viver e não vai viver por culpa dos pais, por culpa do amor.
Amor esse que a devia receber de braços abertos, amor esse que não devia destruir, mas apenas construir.
É triste e agonizante passar noites e noites a pensar nisto. Chorar pensando que um acto pode complicar tanto a nossa vida, que depois no fundo poderá apenas ser um atraso, um problema hormonal, um alarme falso...(...)
O prazer pode tornar-se no nosso pior pesadelo, no nosso pior susto, uma coisa que nunca mais vamos querer repetir..."
Excerto retirado da obra: Cartas controversas
My little world.................( )
Devem de se estar a perguntar, quem sou eu, o que sou eu, o que estou aqui a fazer neste mundinho tão pequeno que muitos não se interessam nem querem saber o que lá existe e se passa para além das suas consciencias, pois esse mundo não é nada em comparação comigo, pois os que me conhecem decerto que me conhecem melhor do que conhecem lá fora...
Nameless
Os meus olhos pesados de cansaço não me deixam ver o mundo como eu quero. O cinto que me aperta o cerco cada vez mais se alargou.
Liberdade é a maior prisão... cliché ou realidade?
foto cedida por dave
Liberdade é a maior prisão... cliché ou realidade?
foto cedida por dave
Pânico vindo do nada
Estar sentado, querer levantar e n poder, porque o querer não o deixa, pois não quer. Pensar em todas as pessoas que se ama e pensar que nos odeiam. Encontrar a nossa salvação onde não existe. Entrar em desespero. Procurar o inexistente, e esquecê-lo porque nunca existiu. Correr parado. Chorar intensamente e parar. Começar de novo a chorar. Sentir o peito a explodir por alguém que nos dê uma palavra, e se der, chora-se de novo.
Até que o corpo dorme, e tudo passa.
Até que o corpo dorme, e tudo passa.
Prenúncio
Estava rodeada por todos que fazem parte de meu mundo na beira de um abismo. Incrivelmente onde os outros viam queda e morte, eu o mar e a vida. Corremos todos à volta de uma ilha de betão que após três voltas nos ofereceu uma saída. Um espaço fechado, de sonho. Foi como se estivesse num bar negro, incrivelmente semelhante som o cabalismos nas suas temáticas. Mas lá, no chão castanho e irregular, não havia códigos, conhecimentos, ou inteligência. Apenas sentimentos. à entrada fomos revistados e fui projectada para uma parede dura que me magoou o pensamento. Puzemos as mãos nos bolsos e reparámos que tinhamos perdido todas as lembranças e problemas. Éramos o que sentiamos.
Sentei-me num canto, embrulhada a um cobertor pelo frio que ainda vinha do abismo, ainda via o meu sentir pensante, e chorava por ele. Tu chegaste, dobraste o teu corpo para me conseguires olhar nos olhos sem esforço. Rimos, brincámos noutra dimensão transmitida pelo olhar. Abandonámos os corpos por segundos eternos, e quando regressámos tinhamos os lábios sequiosos. Um impulso, um sentimento, um beijo leve e eterno. Abrimos os olhos ainda colados e vi que era um prenúncio.
Pensámos e fomos expulsos. Retornados para o abismo inicial. Lá, um velho barrigudo olhava para o nada e chorava invisivelmente. Estava sentado numa cadeira de praia, mais um que via o mar...
Éramos três num areal só nosso, eu-eu, eu-frustrado, eu-glorioso.
Sentei-me num canto, embrulhada a um cobertor pelo frio que ainda vinha do abismo, ainda via o meu sentir pensante, e chorava por ele. Tu chegaste, dobraste o teu corpo para me conseguires olhar nos olhos sem esforço. Rimos, brincámos noutra dimensão transmitida pelo olhar. Abandonámos os corpos por segundos eternos, e quando regressámos tinhamos os lábios sequiosos. Um impulso, um sentimento, um beijo leve e eterno. Abrimos os olhos ainda colados e vi que era um prenúncio.
Pensámos e fomos expulsos. Retornados para o abismo inicial. Lá, um velho barrigudo olhava para o nada e chorava invisivelmente. Estava sentado numa cadeira de praia, mais um que via o mar...
Éramos três num areal só nosso, eu-eu, eu-frustrado, eu-glorioso.
Que procuro?

foto de Carlos Carreto
Ouço uma voz ao longe, numa gargalhada discreta e mentirosa. Ouço com atenção o que ela me transmite, até que o eco se esvaneça pelo ar que respiramos.Vejo uma imagem muda, de um antigo pedido de complacência, com o qual ainda sonho.
Sinto o olhar indeciso e trémulo de outrem que me fascina.
Ænema
Some say the end is near.
Some say we'll see armageddon soon. I certainly hope we will.
I sure could use a vacation from this bullshit three ring circus sideshow of Freaks
here in this hopeless fucking hole we call LA
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Fret for your figure and
Fret for your latte and
Fret for your hairpiece and
Fret for your lawsuit and
Fret for your prozac and
Fret for your pilot and
Fret for your contract and
Fret for your car.
It's a bullshit three ring circus sideshow of freaks
here in this hopeless fucking hole we call LA.
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Some say a comet will fall from the sky.
Followed by meteor showers and tidal waves.
Followed by faultlines that cannot sit still.
Followed by millions of dumbfounded dipshits.
Some say the end is near. Some say we'll see armageddon soon.
I certainly hope we will cuz I sure could use a vacation from this
Silly shit, stupid shit...
One great big festering neon distraction, I've a suggestion to keep you all occupied.
Learn to swim.
Mom's gonna fix it all soon. Mom's comin' round to put it back the way it ought to be.
Learn to swim.
Fuck L Ron Hubbard and Fuck all his clones. Fuck all those gun-toting Hip gangster wannabes.
Learn to swim.
Fuck retro anything. Fuck your tattoos. Fuck all you junkies and Fuck your short memory.
Learn to swim.
Fuck smiley glad-hands With hidden agendas. Fuck these dysfunctional, Insecure actresses.
Learn to swim.
Cuz I'm praying for rain and I'm praying for tidal waves I wanna see the ground give way.
I wanna watch it all go down.
Mom please flush it all away.
I wanna watch it go right in and down.
I wanna watch it go right in.
Watch you flush it all away.
Time to bring it down again.
Don't just call me pessimist. Try and read between the lines.
I can't imagine why you wouldn't
Welcome any change, my friend. I wanna see it all come down. suck it down. flush it down.
thank U
Some say we'll see armageddon soon. I certainly hope we will.
I sure could use a vacation from this bullshit three ring circus sideshow of Freaks
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The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Fret for your figure and
Fret for your latte and
Fret for your hairpiece and
Fret for your lawsuit and
Fret for your prozac and
Fret for your pilot and
Fret for your contract and
Fret for your car.
It's a bullshit three ring circus sideshow of freaks
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The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I'll see you down in Arizona bay.
Some say a comet will fall from the sky.
Followed by meteor showers and tidal waves.
Followed by faultlines that cannot sit still.
Followed by millions of dumbfounded dipshits.
Some say the end is near. Some say we'll see armageddon soon.
I certainly hope we will cuz I sure could use a vacation from this
Silly shit, stupid shit...
One great big festering neon distraction, I've a suggestion to keep you all occupied.
Learn to swim.
Mom's gonna fix it all soon. Mom's comin' round to put it back the way it ought to be.
Learn to swim.
Fuck L Ron Hubbard and Fuck all his clones. Fuck all those gun-toting Hip gangster wannabes.
Learn to swim.
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Learn to swim.
Fuck smiley glad-hands With hidden agendas. Fuck these dysfunctional, Insecure actresses.
Learn to swim.
Cuz I'm praying for rain and I'm praying for tidal waves I wanna see the ground give way.
I wanna watch it all go down.
Mom please flush it all away.
I wanna watch it go right in and down.
I wanna watch it go right in.
Watch you flush it all away.
Time to bring it down again.
Don't just call me pessimist. Try and read between the lines.
I can't imagine why you wouldn't
Welcome any change, my friend. I wanna see it all come down. suck it down. flush it down.
thank U
Debaixo da língua e na ponta dos dedos
Sinceridade said:
O meu avatar... foi um cromo que tirou uma foto dentro do carro,
Sinceridade said:
um português que não faz nada.
Sinceridade said:
(...) o cromo que tirou a foto fui eu.
Mentira said:
Não gosto de fotos minhas,
Mentira said:
estranhamente só gosto daquelas em que não pareço eu.
Sinceridade said:
Estranho...
Sinceridade said:
Eu já tive menos auto-estima.
Mentira said:
Todos nós temos fases: eu desde há uns meses estou quase que como num patamar acima do carnal...
Mentira said:
Gosto de mim, sinto o "poder" que tenho...
Sinceridade said:
Mas não me parece que seja apenas uma fase, até porque continuo a não ter auto-estima.
Mentira said:
Se pudesses mudar... mudavas?
Sinceridade said:
Sim.
Mentira said:
Mas tudo está nas tuas mãos : se queres mudar, podes mudar.
Sinceridade said:
É dificil uma pessoa mudar, pois és sempre tu.
Sinceridade said:
não mudas assim sem mais nem menos...voltas sempre ao normal porque simplesmente não estavas a ser tu.
Sinceridade said:
Principalmente quando psicológicamente a pessoa já está estável, já está formada...
Mentira said:
É claro que toda a gente tem traços que não mudam...
Mentira said:
Há quem chame de personalidade, eu chamo comodismo.
O meu avatar... foi um cromo que tirou uma foto dentro do carro,
Sinceridade said:
um português que não faz nada.
Sinceridade said:
(...) o cromo que tirou a foto fui eu.
Mentira said:
Não gosto de fotos minhas,
Mentira said:
estranhamente só gosto daquelas em que não pareço eu.
Sinceridade said:
Estranho...
Sinceridade said:
Eu já tive menos auto-estima.
Mentira said:
Todos nós temos fases: eu desde há uns meses estou quase que como num patamar acima do carnal...
Mentira said:
Gosto de mim, sinto o "poder" que tenho...
Sinceridade said:
Mas não me parece que seja apenas uma fase, até porque continuo a não ter auto-estima.
Mentira said:
Se pudesses mudar... mudavas?
Sinceridade said:
Sim.
Mentira said:
Mas tudo está nas tuas mãos : se queres mudar, podes mudar.
Sinceridade said:
É dificil uma pessoa mudar, pois és sempre tu.
Sinceridade said:
não mudas assim sem mais nem menos...voltas sempre ao normal porque simplesmente não estavas a ser tu.
Sinceridade said:
Principalmente quando psicológicamente a pessoa já está estável, já está formada...
Mentira said:
É claro que toda a gente tem traços que não mudam...
Mentira said:
Há quem chame de personalidade, eu chamo comodismo.
obviamente adaptado
As quatro paredes do meu quarto-I
Apesar de me terem, sentem a falta de outros que ainda não passam de um "eu" deles.
"Segredos são beijos ternos que suavemente se segredam ao ouvido a quem nós queremos que nos conheçam e nos amem...
Poemas são o mar da vida que derramamos no papel,
como a onda que beija a praia em que
nos confessa seus amores em cada maré.
E como o oceano vivemos entre algumas
tempestades e calmia , seremos felizes portanto
apenas por navegar , porque só quando chove
e faz sol vemos o arco-irís feito muitas vezes
com a água das nossas próprias lagrimas e com
o brilho do sol que todos trazemos na alma..."
Carlos(O cantinho dos segredos)
"Segredos são beijos ternos que suavemente se segredam ao ouvido a quem nós queremos que nos conheçam e nos amem...
Poemas são o mar da vida que derramamos no papel,
como a onda que beija a praia em que
nos confessa seus amores em cada maré.
E como o oceano vivemos entre algumas
tempestades e calmia , seremos felizes portanto
apenas por navegar , porque só quando chove
e faz sol vemos o arco-irís feito muitas vezes
com a água das nossas próprias lagrimas e com
o brilho do sol que todos trazemos na alma..."
Carlos(O cantinho dos segredos)
Roubando a identidade alheia
Acordei.
Tenho uma necessidade intrínseca de me expressar, mas desta vez de forma minha. Cansei-me de plagiar os sentimentos, falavras, euforias e comportamentos de outrem. Não sou Krip para conseguir expressar a minha sinestesia de forma completa e inovadora. Muito menos serei mylostwords, transmitindo anarquicamente a realidade chocante e dolorosa. Death_angel? Nunca soube mostrar com sentimento o que vejo, as minhas mãos são incoerentes nesse processo. Queria conseguir encontrar o fio condutor por dicionários e raciocínios. Perdoem-me, mas não sou OpenMind. Tento por vezes ser irreverente, enganar os olhares com verdades, mas sou uma cópia barata de Rêverie 7. Gostava de ser imaginativa como Dark-Templar, e mais uma vez o "mas"...
Escrevo apenas o que sou, e deste modo sou o que escrevo. Falem, critiquem, ignorem... eu gosto =)
Não consigo adormecer...
Tenho uma necessidade intrínseca de me expressar, mas desta vez de forma minha. Cansei-me de plagiar os sentimentos, falavras, euforias e comportamentos de outrem. Não sou Krip para conseguir expressar a minha sinestesia de forma completa e inovadora. Muito menos serei mylostwords, transmitindo anarquicamente a realidade chocante e dolorosa. Death_angel? Nunca soube mostrar com sentimento o que vejo, as minhas mãos são incoerentes nesse processo. Queria conseguir encontrar o fio condutor por dicionários e raciocínios. Perdoem-me, mas não sou OpenMind. Tento por vezes ser irreverente, enganar os olhares com verdades, mas sou uma cópia barata de Rêverie 7. Gostava de ser imaginativa como Dark-Templar, e mais uma vez o "mas"...

Escrevo apenas o que sou, e deste modo sou o que escrevo. Falem, critiquem, ignorem... eu gosto =)
Não consigo adormecer...
Deep water
Ouço a tua realidade muda, submersa por milhões de sonhos que nem sequer meus são. Fecho os olhos e não durmo, abro-os, e não vejo. Os meus pés não sentem o chão que sempre ambicionaram. É ridículo ver-me a palpar o inexistente, um líquido transparente que nem a dor ressalva. E os meus olhos cansados continuam a nadar pelos pensamentos perdidos num espaço claro, mas falso. O bater do meu coração oscila conforme os ataques de pânico que tenho, assim como os meus pensamentos flutuantes que num corpo nú e pesado se rendem a cada litro que me acompanha. A paciência desapareceu, resta um amontoado de natureza que por ali se entretém. Apenas os meus olhos abertos debaixo de água tentam ver mais além de uma cegueira comum, que me atormenta a cada dia. Vivo submersa, longe dos problemas da realidade...
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