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IMPROVISO___________________________________________
Cria que num banco espera
Que não tem consciência
Que declina e gira em redor de um mundo
Inexorável e axiomático... fictício
Perfeito
Num ápice a chuva rebelde
O som arrepiante
O renascer do que já havia moribundo
Que o relata que nem tem consciência
A malevolência
O negro, o azul, o vermelho, o roxo
As cores diabolicas que giram em volta da libido
E que me fazem rodopiar sobre meu intenso corpo
Com o meu eco a soar esvaído
O som...
Tu criatura demoníaca, que me faz viver, recear
Que faz a ponte entre o absurdo e o real
Que faz o meu corpo trepar e cambalear
E arrepiar
Sinto falta da tua revolta
Do teu sentir descontente
Da tua pedra fervente
O teu calor desumano
Cantando a tua dor de contente
O contraste que me faz convulsões
O sangue e a morte
O barulho que é musica
O eco que deixa de importar
O grito que silencia
O garantir que faz pensar...
A agreste da tua infância
O recordar daquele dia
Em que esperando num banco de jardim sentavas
E a tua vida perderas
Imortalidade inicialmente desejada
Mas depois renegada
Recusada
Repugnada.
sucka.. foi um improviso