Omnia mutantur, nos et mutamur in illis

O tempo caiu sobre minh'alma. Regressou um silêncio aterrador: onde outrora se encontravam crises de valores, encontram-se pathos e flores. Vagueava por entre a multidão, como que se imagem volátil fosse, sendo em jeito de fatum umas vezes chamada pelo céu e outras nem tanto. Preferi analisar o que se encontrava à minha volta para me desiludir. Pessoas corriam desenfreadmente para locais de evasão, como que se a indústria os tivesse ensurdecido de modo subtil, encoberto pela atitude finissecular que assombrava o tédio subjacente. A contrario sensu, hoje vi que quem corria para a evasão procurava o tédio, a podridão e a cegueira alheia, para que se deixasse contagiar e consequentemente ensurdecer.

De que me vale ser da nobreza, se tenho de suportar a intelectualmente plebe, que não passa de uma censura moderna, que se debate para matar uma fome cumulativa?

Estou cega, mas quero curar-me através da escrita intemporal: nuns dias posso ser capitalista, noutros feudal.

1 comentário:

AF disse...

gostei mt.