O Incessante

Escravidão que em minha alma penetra
Que suga as minhas profecias e cabalismos
Que vive... e deixa viver...
Cantando a imprevisibilidade repleta
De contradições de ser

És tu quem me canta a nova esperança negra!
A luz deixou de encher..
Assim como o negrume exaltado que me atormentava enfrentado
Apenas a permanência da ausência
A escravidão e dependência incandescente do ser...

Num ápice surge a correlação!
É a sinestesia idolatrada que me consome e que apela por complacência
Aparição num momento ansiado mas aos poucos esquecido
Que surgiste.. como um deus desconhecido e incessante
Dentro do meu sentir pensante
E do meu coração inoperante

Vivi a própria fantasia
Produzindo a existência
Toquei as inóspitas notas
De um momento de carência

Senti o sentir
Pensei o pensar
Fui o ser inexistente
E num ápice de contente
Deixei de o conter por sentir o pensar
Enquanto tentava amar...

Foi a utopia realizada
O oxímoro coerente
A fantasia convalescente
A proclamação por Epicuro e Zenão contrariada

Por isso nomeei de algo previsível
Personagem nas cinzas criada
Ansiando a chegada do império espiritual...

O anjo caído por muitas mãos
Repartido e em folhas expresso
Com um nome mudo e cansado
Com o tédio em si infiltrado
Sentindo a presença do inesperado
E esperando a incoerência do processo.

1 comentário:

Anónimo disse...

E depois da inerte e apática espera
Que leva a vida ao seu fim
Os pedaços se reciclam enfim
Para um novo velho alguém renascer
E mais tarde se conseguir ver
A perpetrar a sua quiméra...

Edu @@@@@@@@ ;)